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quarta-feira, 5 de maio de 2010

A desigualdade segundo Rousseau

Rousseau analisa, em um de seus textos, dois tipos de desigualdade: a natural (ou física), porque tem relação com o exterior, a capacidade física e a alma; e a moral (política), “porque depende de uma espécie de convenção e que é estabelecida ou, pelo menos, autorizada pelo consentimento dos homens”. Ainda afirma que não há como fazer uma ligação entre as duas, porque o que manda ou tem mais “status” social necessariamente não tem maior capacidade física ou espiritual que os outros.
Em relação à propriedade privada, o filósofo argumenta que houve vários conceitos e ideias para poder chegar a esses progressos e que não se formou de repente. “O primeiro sentimento do homem foi o da sua existência; o primeiro cuidado, o da sua conservação. Com necessidades, o homem foi se alimentando da terra e se procriando, tudo através do instinto. No entanto, surgiram dificuldades de sobrevivência, obrigando o homem a aprender a vencê-las.
O ser humano começou a formar a sociedade, mas, para isso, cada um tinha que exercer uma função e foi necessário criar leis evitando que pessoas que perderam a sua bondade, conveniente ao estado natural, cometam atrocidades com os seus. Apesar dos homens estarem menos tolerantes e sem a piedade natural (a que se tem quando se nasce e não se perde durante a vida), provavelmente, segundo Rousseau, esta deve ter sido a época mais feliz e mais durável.
Sendo possível pelo autor analisar que essa época era sujeita a poucas revoluções, mas por um motivo desventurado, que, para o bem comum, jamais devia ter ocorrido. Como os selvagens, encontrados nesse ponto, se esperava que o homem permanecesse assim. Os progressos posteriores aparentavam trazer o aperfeiçoamento do indivíduo, mas ocorreu o contrário, a degradação.
Rousseau afirma que todos eram felizes no modelo semelhante ao comunista primitivo, no qual se preocupavam em serem simples, vestindo-se com vestes de pele com espinhos, embelezar suas flechas, enfim, viver como os índios viviam. A partir do momento em que um passou a ser mais que os outros, por ser o líder geral ou similar, começou a desaparecer a desigualdade, criaram-se classes, introduziu-se a propriedade e o que se tinha acabou.
Após uma análise crítica do texto e algumas discussões, nós chegamos à conclusão de que Rousseau estava certo, concordando com sua teoria. De acordo com ele, existe uma desigualdade natural, que provém das características naturais e físicas de cada pessoa e, em parte, isso é realmente verdade. Talentos gerados por algo especial, físico ou mental, que um indivíduo tenha de forma natural, pode ajudar na diferença entre ele e outro sem tais talentos, gerando uma desigualdade. Da mesma forma, a desigualdade moral tem tudo a ver com a realidade, de que quem tem mais dinheiro, por exemplo, torna-se superior na sociedade do que os que possuem menos, gerando outra desigualdade.
É preciso nos conscientizarmos de que vivemos em uma sociedade desigual e tentarmos adaptar-se o melhor possível a ela.

 Redigido por João Paulo Radd, Alice Lacerda e Jéssica Nunes.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Neoliberalismo

Segundo o dicionário da Academia Brasileira de Letras, o Neoliberalismo é uma “doutrina econômico-política que defende a liberdade de mercado e prevê a intervenção do Estado apenas como agente de equilíbrio entre os interesses sociais e os interesses privados”. No entanto, isso é muito pouco comparado com o que as Ciências Sociais têm a nos dizer.

O termo “neo” da palavra significa “novo”. Então devemos entender antes o que é Liberalismo. Essa teoria política surgiu no século XVII e que exprime os anseios da burguesia. O liberalismo pode se dividir em três enfoques: ético, econômico e político. Veremos assim respectivamente: “Defende os direitos da iniciativa privada, restringe o mais possível as atribuições do Estado e opõe-se vigorosamente ao absolutismo (poder total nas mãos dos reis)”.

As ideias foram desenvolvidas por Adam Smith (1723-1790) e David Ricardo (1772-1823), defendendo a propriedade privada dos meios de produção e de uma economia de mercado baseada na livre iniciativa e competição. A não intervenção do mercado seria viável porque o equilíbrio pode ser alcançado pela lei da oferta e da procura (a “mão invisível” do mercado). Segundo Locke, a propriedade privada é “tudo o que pertence” a cada indivíduo da sociedade, ou seja, sua vida, sua liberdade e seus bens.

No século XIX a classe operária passou a organizar sindicatos com ideias socialistas e anarquistas para exigir melhores salários e condições de vida. Então, as exigências democráticas deixaram de ser somente dos burgueses. Pelo Liberalismo dos outros séculos tinha como enfoque a liberdade baseada na propriedade, mas nesse momento da história busca uma exigência de igualdade, estendendo para o ramo político. Tinha-se como exigência: sufrágio universal, liberdade de imprensa e escolas públicas.

No decorrer do tempo o ideal liberal começou a perder força com as crises do capitalismo e com os déficits do governo como a instabilidade social por não poder intervir em nada. Então surge os ideais neoliberais no século passado. Esses, por sua vez, possuem o ideal do estado minimalista cuja ação se restringe ao policiamento, justiça e defesa nacional.

O Neoliberalismo não se difere em relação ao Liberalismo sobre os efeitos causados nos países pobres. Como os ideais se ligaram, os problemas acabaram se emendando. No século XIX, com a crise de 1873, se iniciou o imperialismo - forma utilizada para manter as indústrias e o sistema liberal - na África, na Ásia e na América (principalmente as duas primeiras), causando-as grandes prejuízos no sistema interno de subsistência e sofrendo imposições ideológicas europeias. Os países envolvidos pela “dominação econômica” não conseguiram evitar os focos de pobreza e miséria, e ainda desemprego, migrações, marginalização de jovens e velhos, surtos inflacionários reprimidos por recessão longa e dolorosa. A criação da FMI não perdoou, porque estes países são grandes devedores seu. Além disso, como contraponto da evolução tecnológica, a destruição do meio ambiente e o desequilíbrio ecológico ameaçam a qualidade de vida do planeta, revelando a lógica da economia capitalista em que o interesse privado geralmente não coincide com o bem coletivo.

Fontes:
  • Filosofando, Introdução à Filosofia; Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins. Ed. Moderna. 3ª Edição revisada. Páginas: 246, 247, 253, 276, 282 e 283.
  • DICIONÁRIO ESCOLAR DA LÍNGUA PORTUGUESA, Academia Brasileira de Letras. Companhia Editora Nacional. 2ª Edição.

domingo, 25 de abril de 2010

Ética na Imprensa

Atualmente, todos os dias nós recebemos dezenas de informações, de diversas partes do mundo. Muitas vezes elas são corrigidas e adequadas aos fatos reais, como no caso de algum acidente, quando dados sobre feridos e mortos são atualizados constantemente.
Nós ficamos sabendo rapidamente desses acontecimentos porque jornalistas em todo o mundo buscam informações e as trazem até nós. Porém, nem sempre elas estão 100% de acordo com a realidade. Aquilo que vai parar no jornal é só uma parte da história; então, nós ficamos sem saber de alguns fatos, que podem mudar nossa opinião sobre o que aconteceu.
O jornalista, quando monta a reportagem para o jornal ou revista, seleciona apenas alguns fatos que aconteceram, faz recortes da realidade. Assim, o leitor sabe parte dela, mas nunca toda. Numa sociedade como a nossa, existe uma coisa chamada "fofoca". Não estamos aqui para debater a lógica da fofoca, mas como ela é contada. Se fizesemos uma rodinha e um contasse um caso no ouvido da pessoa do lado e o caso se espalhasse, até o caso chegar no ouvido da última pessoa a verdade será comprometida. O mesmo caso ocorre nos jornais, quando o jornalista narra a notícia do jeito que ele viu e interpretou, desvalorizando a verdade e priorizando o seu modo de pensar.
Na mídia brasileira e na mundial, casos assim são às vezes perceptíveis ou escandalizantes. Muitos devem ter ouvido falar sobre o “Tourist Guy”. Um húngaro, Péter Guzli, tirou em 1997 fotos suas no World Trade Center. Após o ataque do 11 de setembro de 2001, com um humor negro, Péter colocou um avião na sua foto e mandou para amigos. O e-mail começou a circular pelo mundo e muitos começaram a achar que a foto era real – “ela foi recuperada de uma câmera encontrada nos escombros do World Trade Center”. No início de outubro de 2001, o caso virou manchete e notícia séria pela mídia sensacionalista americana e pelo resto do mundo. A foto começou a receber montagens e chacotas, colocando o “Tourist Guy” no Titanic, entre outras brincadeiras. Um brasileiro, José Penteado, quis assumir a culpa de toda a brincadeira, mas, em novembro de 2001, Péter quebra toda a farsa e prova que a foto era dele. Nisso, mostra que a imprensa foi incoerente em utilizar uma foto sem fontes confiáveis e divulgar como verdade.

Não são raros os casos de manipulação da mídia e não são poucas as pessoas que percebem e ficam indignadas com isso. Um dos documentários mais conhecidos sobre isso é "Beyond Citizen Kane", no qual um canal inglês fala sobre a manipulação das emissoras de televisão, citando o caso da Rede Globo. O exemplo mais conhecido é sobre o debate das eleições de 1989, quando a emissora brasileira favoreceu o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luís Inácio Lula da Silva, recortando partes do debate que desfavoreciam a candidatura de Collor. Vale lembrar que foi no governo do Collor que ocorreu o “Impeachment”.
Porém, não podemos generalizar e dizer que tudo de errado que aparece na mídia é para nos manipular. Às vezes, algum jornal ou revista que não seja sobre o assunto publica uma reportagem científica, e ela pode conter alguns erros. Isso não se deve ao fato de o repórter querer nos manipular, mas sim porque ele não procurou mais fontes, não quis ter certeza daquilo que descobriu. Um dos exemplos é uma reportagem que saiu na Revista Veja, pouco mais de 20 anos atrás, falando de uma experiência em que conseguiram juntar genes do tomate e do boi, dando origem a um tomate com gosto parecido com o de um filé mignon ao molho de tomates. Na edição seguinte da revista, veio uma nota falando que tudo não passava de um equívoco.
Após todos esses fatos é possível perceber que a imprensa nem sempre condiz com a ética. Muitas notícias não são sinceras com a realidade, manipulando a verdade, propositalmente ou não, e não se preocupando em trazer a correta informação, mas sim em fazer seu trabalho de preencher o tempo ou a coluna do jornal. Como leitores e telespectadores, nos sobra o fato de sempre estarmos questionando, debatendo o que é dito todos os dias e buscar novas fontes confiáveis.

Redigido por Alice Lacerda e João Paulo Radd.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Jules Henri Poincaré


Jules Henri Poincaré (1854-1912) foi um matemático, físico e filósofo da ciência francesa. Ingressou na Escola Politécnica em 1873, continuou seus estudos na Escola de Minas, e se doutorou em matemáticas em 1879. Foi nomeado professor de física matemática na Sorbonne (1881), posto que manteve até sua morte. Antes de chegar aos trinta anos desenvolveu o conceito de funções automórficas, que usou para resolver equações diferenciais lineares de segunda ordem com coeficientes algébricos. Em 1895 publicou seu Analysis situs, um tratado sistemático sobre topologia. No âmbito das matemáticas aplicadas estudou numerosos problemas sobre óptica, eletricidade, telegrafia, capilaridade, elasticidade, termodinâmica, mecânica quântica, teoria da relatividade e cosmologia.
Foi descrito com freqüência como o último universalista da disciplina matemática. No campo da mecânica elaborou diversos trabalhos sobre as teorias da luz e as ondas eletromagnéticas, e desenvolveu, junto a Albert Einstein e Hendrik Lorentz, a teoria da relatividade restrita. A conjectura de Poincaré foi um dos problemas não resolvidos mais desafiantes da topologia algébrica, sendo resolvido pelo matemático russo Grigory Perelman; e foi o primeiro a considerar a possibilidade de caos num sistema determinista, em seu trabalho sobre órbitas planetárias. Em 1889, foi premiado por seus trabalhos sobre o problema dos três corpos.
Alguns de seus trabalhos mais importantes incluem os três volumes de Os novos métodos da mecânica celeste (Les méthodes nouvelles da mécanique céleste), publicados entre 1892 e 1899, e Lições de mecânica celeste (Léçons de mécanique céleste, 1905). Também escreveu numerosas obras de divulgação científica que atingiram uma grande popularidade, como Ciência e hipótese (1901), O valor da ciência (1904) e Ciência e método (1908).
Entre tópicos específicos que ele contribuiu podem ser enumerados:
  • topologia algébrica
  • Teoria das funções analíticas com várias variáveis complexas
  • A teoria das funções Abelianas
  • Geometria Algébrica
  • Poincaré foi responsável pela formulação de um dos mais famosos problemas na matemática. Conhecido como a conjectura de Poincaré, este é um problema na topologia não estão ainda totalmente resolvidos atualmente.
  • Teorema da recorrência de Poincaré
  • Geometria hiperbólica
  • Teoria dos Números
  • Problema dos três corpos
  • A teoria das equações de diophantine
  • A teoria do eletromagnetismo
  • A teoria da relatividade restrita
  • Em um trabalho de 1894, ele enunciou o conceito de grupo fundamental.
  • No campo da equações difereincias Poincaré obteve muitos resultados que são críticos para a teoria qualitativa das equações diferenciais, por exemplo a Esfera de Poincaré e o mapa de Poincaré
Outro notável membro da família de Jules era seu primo Raymond Poincaré, que iria se tornar presidente da França, de 1913 a 1920, e um destacado membro da Academia Francesa.

Fonte: -http://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_Poincar%C3%A9

sábado, 17 de abril de 2010

Aristóteles

Filósofo grego. Considerado o fundador da Lógica, sua obra tem grande influência na Teologia cristã na Idade Média. Nasce em Estagira, antiga Macedônia, atual província da Grécia. Muda-se para Atenas aos 17 anos, freqüenta a Academia de Platão e permanece como seu discípulo por 20 anos. Após a morte de Platão, passa três anos em Assos, na Ásia Menor, e muda-se para a Ilha de Lesbos. Em 343 a.C. é chamado para ser professor do príncipe Alexandre, da Macedônia. Quando Alexandre, o Grande assume o trono, volta a Atenas e, em 335 a.C., organiza sua própria escola, o Liceu. Ao contrário da Academia de Platão, interessada apenas na Matemática, o Liceu é voltado à pesquisa das Ciências Naturais. Aristóteles desenvolve aí um sistema filosófico baseado numa concepção rigorosa do Universo. De orientação realista, defende a busca da realidade pela experiência. Para ele, deve-se procurar o conhecimento por meio do “intelecto ativo”, como chama a inteligência. Todas as suas obras se perderam, salvo Constituição de Atenas. O pensamento aristotélico foi preservado por seus discípulos e atinge várias áreas do conhecimento, como Lógica, Ética, Política, Teologia, Metafísica, Poética, Retórica, Antropologia, Psicologia, Física e Biologia. Seus escritos lógicos estão reunidos no livro Organon.
Fonte: Netsaber - Biografias

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fé e Ciência

A Fé e a Ciência se contradizem ao longo da História sobre vários pontos e idéias. Na atualidade, existem novas divergências com relação às células tronco e ao aborto, por exemplo. Será exposto como se pode conciliar as duas.
Pode-se observar que a intolerância habitou e ainda continua a habitar em ambos os lados. Na Idade Média e em seguida no Renascimento, quando ocorreu um desenvolvimento científico mais intenso, a Igreja foi rígida, certa ou errada, negando tudo que não se encaixasse em seus dogmas. Vários gênios foram torturados e mortos como se fossem bruxos ou enviados do demônio. Por outro lado, mais recentemente, os cientistas e filósofos julgaram provar teorias e hipóteses contrárias à religião. Estes passaram a considerar os religiosos como ignorantes e atrasados. Verifica-se que o intolerantismo vem prejudicando as relações entre os antagonistas.
No entanto, há casos em que ocorre o contrário. Há sempre uma possibilidade de ajustar os conceitos sem alterar a essência das doutrinas. A Igreja Católica, principalmente após o Concílio Vaticano II, tem se aproximado mais dos problemas sociais do mundo atual, buscando alternativas para sua solução. A Fé e a Ciência respeitam a vida, cada qual no seu próprio entendimento. A primeira apóia a outra quando promove a vida na busca de uma melhoria no bem-estar da sociedade. O mesmo não acontece quando são feitas experiências que resultam em uma ou mais mortes. Observa-se então que há uma predisposição para a harmonia quando há consideração entre as partes.
Existe uma possibilidade de conciliar a Fé e a Ciência. Estas devem aceitar as diversidades doutrinárias sem atacar intolerantemente a outra. Deste modo, o respeito mútuo pode ser a solução para o problema.

Escrito por João Paulo Radd =>Nota: 2,4/3,0

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A História da Língua Portuguesa


O português desenvolveu-se na parte ocidental da Península Ibérica do latim falado trazido pelos soldados romanos desde o século III a.C.. A língua começou a diferenciar-se das outras línguas românicas depois da queda do Império Romano e das invasões bárbaras no século V. Começou a ser usada em documentos escritos cerca do século IX, e no século XV já tinha se tornado uma língua com uma literatura rica.

-Colonização romana

Em 218 a. C., os romanos conquistaram a parte ocidental da Península Ibérica, composta principalmente pelas províncias romanas de Lusitânia e Galécia (atualmente, essa região compreende as regiões centro-sul de Portugal e a recentemente constituída euro-região Galiza-Norte de Portugal). Trouxeram com eles uma versão popular do Latim, o Latim Vulgar, do qual se acredita que todas as línguas latinas descendam e que contribuiu com cerca de 90% do léxico do português. Embora a população da Península Ibérica tenha se estabelecido muito antes da colonização romana, poucos traços das línguas nativas persistiram no português moderno. Os únicos vestígios das línguas anteriores permanecem numa parte reduzida do léxico e na toponímia da Galiza e Portugal.

-Invasões bárbaras

Entre 409 a. C e 711 a. C, enquanto o Império Romano entrava em colapso, a Península Ibérica foi invadida por povos de origem germânica, conhecidos pelos romanos como bárbaros. Estes bárbaros (principalmente os suevos e os visigodos) absorveram rapidamente a cultura e língua romanas da península; contudo, e como as escolas romanas foram encerradas, o latim foi libertado para começar a evoluir sozinho. Porque cada tribo bárbara falava latim de maneira diferente, a uniformidade da península rompeu-se, levando à formação de línguas bem diferentes (galaico-português ou português medieval, espanhol e catalão). Acredita-se, em particular, que os suevos sejam responsáveis pela diferenciação lingüística dos portugueses e galegos quando comparados com os castelhanos. É, ainda, na época do reino Suevo que se configuram os dias da semana proibindo-se os nomes romanos. As línguas germânicas influenciaram particularmente o português em palavras ligadas à guerra e violência, tais como "Guerra". As invasões deram-se em duas ondas principais. A primeira com penetração dos chamados bárbaros e a assimilação cultural Romana. Os "bárbaros" tiveram uma certa "receptividade" a ponto de receber pequenas áreas de terra. Com o passar do tempo, seus costumes, língua, etc. foram se perdendo, mesmo porque não havia uma renovação do contingente de pessoas e o seu grupo era reduzido. Uma segunda leva foi mais vagarosa, não teve os mesmos benefícios dos ganhos de terra e teve seu contingente de pessoas aumentado devido a proximidade das terras ocupadas com as fronteiras internas do Império Romano.

-Invasão dos mouros

Desde 711, com a invasão dos mouros na península, o árabe foi adaptado como língua administrativa nas regiões conquistadas. Contudo, a população continuou a falar latim vulgar; logo que os mouros foram expulsos, a influência exercida na língua foi pequena. O seu efeito principal está no léxico: o português moderno ainda tem um grande número de palavras de origem árabe, especialmente relacionadas com comida e agricultura, o que não tem equivalente noutras línguas latinas. A influência árabe é também visível nos nomes de locais no sul do país, tais como "Algarve" e "Alcácer do Sal". Muitas palavras portuguesas que começam por al- são de origem árabe.

-O despertar da Língua Portuguesa

Já em época romana existiram duas províncias diferenciadas no que seriam os territórios em que se formou a língua portuguesa, a antiga província romana da Lusitânia e a província da Galécia a norte. A língua portuguesa desenvolveu-se principalmente no norte de Portugal e na Galiza, nos condados lucense, asturicense e bracarense da província romana da Galécia coincidentes com o território político do Reino Suevo, e só posteriormente, com a invasão da Reconquista e que foi avançando pelo que atualmente é o centro-sul de Portugal. Porém, a configuração atual da língua foi largamente influenciada por dialetos moçárabes falados no sul, na Lusitânia. Por bastante tempo, o dialeto latino dessa província romana e depois do Reino Suevo desenvolveu-se apenas como uma língua falada, ficando o latim reservado para a língua escrita.

-Os Registros mais antigos da Língua Portuguesa

Os registros mais antigos de uma língua portuguesa distinta aparecem em documentos administrativos do século IX, mas com muitas frases em latim à mistura.

O mais antigo documento latino-português é chamado de “Doação à Igreja de Sozello”, encontra-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, é datado do ano de 870 d.C. A “Notícia de fiadores” (1175) é o documento Português mais antigo conhecido, com data.

Recentemente descoberto, o “Pacto dos irmãos Pais” reivindica o título de texto mais antigo em português, no entanto é apenas datável por conjectura, é provavelmente anterior a 1173.

Outro documento, a “Notícia de Torto”, sem data, acredita-se que tenha sido escrito entre 1211 e 1216. O “Testamento de Afonso II”, é datado de 1214.

O vernáculo escrito passou gradualmente para uso geral nos séculos seguintes. Portugal tornou-se um país independente em 1143, com o rei D. Afonso I. A separação política entre Portugal e Galiza e Castela (mais tarde, Espanha) permitiu que os dois países desenvolvessem os seus latins vernáculos em direções opostas. Em 1290, o rei D. Dinis criava a primeira universidade portuguesa em Lisboa (o Estudo Geral) e decretou que o português, que então era chamado de "Língua vulgar" ou "Latim Vulgar" fosse usado em vez do Latim Clássico e conhecido como "Língua Portuguesa". Em 1296, o português é adotado pela Chancelaria Real. Usado agora não só em poesia, mas também quando escrevendo leis e nos notários.

Até 1350, a língua Galaico-Portuguesa permaneceu apenas como língua nativa da Galiza e Portugal; mas pelo século XIV, o Português tornou-se uma língua madura com uma tradição literária riquíssima, e também foi adaptado por muitos poetas Leoneses, Castelhanos, Aragoneses e Catalães. Durante essa época, a língua na Galiza começou a ser influenciada pelo Castelhano (basicamente o Espanhol moderno) e também se iniciou a introdução do espanhol como única forma de língua culta. Em Portugal a variante centro-meridional iniciou o caminho da modernização da língua tornando-se progressivamente por sua vez a variante de língua culta do País.

-Os descobrimentos portugueses

Sagres, no antigo "Promontorium Sacrum" romano -dedicado ao deus Saturno. Símbolo dos descobrimentos portugueses, no século XV era o centro mundial e líder em ciência e tecnologia. (cortesia IPPAR)

Entre os séculos XIV e XVI, com os descobrimentos portugueses, a língua portuguesa espalhou-se por muitas regiões da Ásia, África e América. Pelo século XVI tornou-se uma "Língua Franca" na Ásia e África, usada não só pela administração colonial e comércio, mas também para comunicação entre os oficiais locais e os europeus de todas as nacionalidades. No Ceilão (atual Sri Lanka) vários reis se tornaram falantes de português fluente, e os nobres normalmente adquiriram nomes portugueses. O alastramento da língua foi ajudado por casamentos mistos entre portugueses e as gentes locais (algo muito comum também em outras zonas do mundo), e a sua associação com os esforços missionários católicos que levaram a que a língua fosse chamada de "Cristão" em muitos locais. A língua continuou popular mesmo com várias medidas contra ela levadas a cabo pelos holandeses no Ceilão e Indonésia.

Algumas comunidades cristãs falantes de português na Índia, Sri Lanka, Malásia e Indonésia preservaram as suas línguas mesmo depois de se isolarem de Portugal, e desenvolveram-se pelos séculos em vários crioulos de base portuguesa. Também, muitas palavras portuguesas entraram no léxico de muitas outras línguas, tais como "sepatu" que vem de "sapato" em Indonésio, "keju" que significa "queijo" em Malaio, "meza" (de "mesa") em Swahili além de várias palavras japonesas de origem portuguesa.

-A renascença

Com a Renascença, aumenta o número de palavras eruditas com origem no latim clássico e no grego arcaico, o que aumenta a complexidade do português. O fim do "português arcaico" é marcado com a publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516. Mas formas similares ao português arcaico são ainda faladas por muitas populações em São Tomé e Príncipe, no Brasil e Portugal rural.

Fonte: - http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_L%C3%ADngua_Portuguesa

terça-feira, 28 de julho de 2009

Adam Smith

Biografia

Adam Smith era filho de um controlador alfandegário em Kirkcaldy, na Escócia. A data exata do seu nascimento é desconhecida, mas ele foi batizado em Kirkcaldy em 5 de junho de 1723, tendo o seu pai falecido seis meses antes.
Aos 15 anos, Smith iniciou os estudos na Universidade de Glasgow, estudando Filosofia moral com o "inesquecível" Francis Hutcheson. Em 1740, entrou para o Balliol College da Universidade de Oxford, mas, como disse William Robert Scott, "o Oxford deste tempo deu-lhe pouca ajuda (se é que a deu) para o que viria a ser a sua obra" e acabou por abdicar da sua bolsa em 1746. Em 1748 começou a dar aulas em Edimburgo sob o patronato de Lord Kames. Algumas destas aulas eram de retórica e de literatura, mas mais tarde dedicou-se à cadeira de "progresso da opulência", e foi então, em finais dos anos 1740, que ele expôs pela primeira vez a filosofia econômica do "sistema simples e óbvio da liberdade natural" que ele viria a proclamar no seu “Inquérito sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações”.
Por volta de 1750, conheceu o filósofo David Hume, que se tornou num dos seus mais próximos amigos.
Em 1751, Smith foi nomeado professor de Lógica na Universidade de Glasgow, passando, no ano seguinte, a ocupar a cadeira de Filosofia Moral. Nas suas aulas, cobria os campos da ética, retórica, jurisprudência e política econômica ou ainda "polícia e rendimento".
Em 1759, publicou a “Teoria dos Sentimentos Morais”, uma das suas mais conhecidas obras, incorporando algumas das suas aulas de Glasgow. Este trabalho, que estabeleceu a reputação de Smith durante a sua própria vida, refere-se à explicação da aprovação ou desaprovação moral. A sua capacidade de argumentação, fluência e persuasão, mesmo que através de uso da retórica, estão ali bem patenteados. Ele baseia a sua explicação, não como o terceiro Lord Shaftesbury e Hutcheson tinham feito, num "sentido moral", nem como David Hume, com base num decisivo sentido de utilidade, mas sim na simpatia.
Tem havido uma controvérsia considerável quanto a saber se há ou não uma contradição ou contraste entre a ênfase de Smith na simpatia como motivação humana fundamental em "sentimentos morais", e o papel essencial do auto-interesse na "riqueza das nações". Este parece colocar mais ênfase na harmonia geral dos motivos e atividades humanas sob uma providência benigna no primeiro livro, enquanto que no segundo livro, apesar do tema geral da "mão invisível" promovendo a harmonia de interesses, Smith encontra mais ocasiões para apontar causas de conflitos e o egoísmo estreito da motivação humana.
Smith começava agora a dar mais atenção à jurisprudência e à economia nas suas aulas, e menos às suas teorias de moral. Esta idéia é reforçada pelas notas tomadas por um dos seus alunos por volta de 1763, mais tarde editadas por Edwin Cannan, “Aulas de justiça, polícia, rendimento e armas”, 1896, e pelo que Scott, que o descobriu e publicou, descreve em "Um esboço inicial de parte da Riqueza das Nações" ("An early draft of part of the Wealth of Nations"), datado de 1763.
No final de 1763, Smith obteve um posto bem remunerado como tutor do jovem duque de Buccleuch e deixou o cargo de professor.
De 1764 a 1766, viajou com o seu protegido, sobretudo em França, onde veio a conhecer líderes intelectuais como Turgot, d'Alembert, André Morellet, Helvétius e, em particular, François Quesnay, o principal nome na escola fisiocrática da economia, cuja obra ele respeitava muito.
Depois de regressar a casa para Kirkcaldy, dedicou muito do seu tempo, nos dez anos seguintes, à sua “Magnum Opus”, que surgiu em 1776.
Em 1778, recebeu um posto confortável como comissário da alfândega da Escócia e foi viver com a sua mãe em Edimburgo. Faleceu na capital escocesa a 17 de julho de 1790, depois de uma dolorosa doença.

Obras

Pouco antes da sua morte, os manuscritos de Smith tinham sido quase totalmente destruídos. Nos seus últimos anos, ele terá planeado dois grandes tratados, um sobre a teoria e história do Direito e outro sobre ciências e artes. O “Ensaios sobre temas filosóficos” (1795), posteriormente publicado, contém provavelmente partes do que deveria ter sido o último daqueles dois tratados.
A Riqueza das Nações foi muito influente, uma vez que foi uma grande contribuição para o estudo da economia e para a tornar uma disciplina autônoma. Este livro tornar-se-ia, provavelmente, uma das obras mais influentes no mundo ocidental. Quando o livro, que se tornaria um manifesto contra o mercantilismo, foi publicado em 1776, havia um sentimento forte a favor do livre comércio, quer no Reino Unido como também nos Estados Unidos. Esse novo sentimento teria nascido das dificuldades econômicas e as privações causadas pela guerra. No entanto, ao tempo da publicação nem toda a gente estava convencida das vantagens do livre comércio: o parlamento inglês e o público em geral continuariam apegados ao mercantilismo por muitos anos.
A Riqueza das nações, e também a Teoria dos sentimentos morais, este de menor impacto, tornaram-se ponto de partida para qualquer defesa ou crítica de formas do capitalismo, nomeadamente influenciando a escrita de Karl Marx e de economistas humanistas. Em anos recentes, muitos afirmaram que Adam Smith foi tomado de rapto por economistas liberais (Laissez-faire economists) e que como a Teoria dos sentimentos morais mostra, Smith tinha uma inclinação pelo humanismo.
Tem havido alguma controvérsia sobre a extensão da originalidade de Smith em Riqueza das nações; alguns argumentam que esta obra acrescentou pouco às idéias estabelecidas por pensadores como David Hume e Montesquieu. No entanto, ela permanece como um dos livros mais influentes neste campo até hoje.
A obra de Smith é aclamada quer pelo mundo acadêmico como na prática. O primeiro-ministro britânico William Pitt, a braços com a derrocada econômica e social dos anos que se seguiram à independência americana, foi um partidário do comércio livre e chamou Riqueza das nações de "a melhor solução para todas as questões ligadas à história do comércio e com o sistema de economia política".

Contexto histórico de 1732 a 1790

  • Alguns fatos históricos influenciaram ou foram influências para Adam Smith, tais como:
  • Surgimento das idéias iluministas ou Século das Luzes (séc. XVIII)
  • Revolução cientifica (séc. XVIII)
  • I Revolução Industrial ( Iniciada na década de 1760)
  • A proclamação da independência dos EUA (proclamada em 1783)
  • Início da Revolução francesa (1789 a 1799)

Preocupações de Adam Smith

Suas primeiras preocupações não foram com a riqueza das nações, embora posteriormente tenha conferido grande contribuição à causa. Os sentidos morais, a busca da aprovação social, as razões maiores da acumulação e da conservação da fortuna material foram os pressupostos de sua descrição da ordem econômica. Smith fundamentava sua descrição da ordem econômica nas leis que regem a formação, a acumulação, a distribuição e o consumo da riqueza e este polinômio foi a base do conceito clássico da economia.

Fontes:

· http://pt.wikipedia.org/wiki/Adam_smith

· http://www.adamsmith.com.br/biografia.html

· http://www.vestibular1.com.br/revisao/teorias_economicas.doc

· Livro “História: das cavernas ao terceiro milênio”, 7ª série, Patrícia Ramos Braick e Myriam Becho Mota, 1ª Ed.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Adam Smith

Biografia

Adam Smith era filho de um controlador alfandegário em Kirkcaldy, na Escócia. A data exata do seu nascimento é desconhecida, mas ele foi batizado em Kirkcaldy em 5 de junho de 1723, tendo o seu pai falecido seis meses antes.
Aos 15 anos, Smith iniciou os estudos na Universidade de Glasgow, estudando Filosofia moral com o "inesquecível" Francis Hutcheson. Em 1740, entrou para o Balliol College da Universidade de Oxford, mas, como disse William Robert Scott, "o Oxford deste tempo deu-lhe pouca ajuda (se é que a deu) para o que viria a ser a sua obra" e acabou por abdicar da sua bolsa em 1746. Em 1748 começou a dar aulas em Edimburgo sob o patronato de Lord Kames. Algumas destas aulas eram de retórica e de literatura, mas mais tarde dedicou-se à cadeira de "progresso da opulência", e foi então, em finais dos anos 1740, que ele expôs pela primeira vez a filosofia econômica do "sistema simples e óbvio da liberdade natural" que ele viria a proclamar no seu “Inquérito sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações”.
Por volta de 1750, conheceu o filósofo David Hume, que se tornou num dos seus mais próximos amigos.
Em 1751, Smith foi nomeado professor de Lógica na Universidade de Glasgow, passando, no ano seguinte, a ocupar a cadeira de Filosofia Moral. Nas suas aulas, cobria os campos da ética, retórica, jurisprudência e política econômica ou ainda "polícia e rendimento".
Em 1759, publicou a “Teoria dos Sentimentos Morais”, uma das suas mais conhecidas obras, incorporando algumas das suas aulas de Glasgow. Este trabalho, que estabeleceu a reputação de Smith durante a sua própria vida, refere-se à explicação da aprovação ou desaprovação moral. A sua capacidade de argumentação, fluência e persuasão, mesmo que através de uso da retórica, estão ali bem patenteados. Ele baseia a sua explicação, não como o terceiro Lord Shaftesbury e Hutcheson tinham feito, num "sentido moral", nem como David Hume, com base num decisivo sentido de utilidade, mas sim na simpatia.
Tem havido uma controvérsia considerável quanto a saber se há ou não uma contradição ou contraste entre a ênfase de Smith na simpatia como motivação humana fundamental em "sentimentos morais", e o papel essencial do auto-interesse na "riqueza das nações". Este parece colocar mais ênfase na harmonia geral dos motivos e atividades humanas sob uma providência benigna no primeiro livro, enquanto que no segundo livro, apesar do tema geral da "mão invisível" promovendo a harmonia de interesses, Smith encontra mais ocasiões para apontar causas de conflitos e o egoísmo estreito da motivação humana.
Smith começava agora a dar mais atenção à jurisprudência e à economia nas suas aulas, e menos às suas teorias de moral. Esta idéia é reforçada pelas notas tomadas por um dos seus alunos por volta de 1763, mais tarde editadas por Edwin Cannan, “Aulas de justiça, polícia, rendimento e armas”, 1896, e pelo que Scott, que o descobriu e publicou, descreve em "Um esboço inicial de parte da Riqueza das Nações" ("An early draft of part of the Wealth of Nations"), datado de 1763.
No final de 1763, Smith obteve um posto bem remunerado como tutor do jovem duque de Buccleuch e deixou o cargo de professor.
De 1764 a 1766, viajou com o seu protegido, sobretudo em França, onde veio a conhecer líderes intelectuais como Turgot, d'Alembert, André Morellet, Helvétius e, em particular, François Quesnay, o principal nome na escola fisiocrática da economia, cuja obra ele respeitava muito.
Depois de regressar a casa para Kirkcaldy, dedicou muito do seu tempo, nos dez anos seguintes, à sua “Magnum Opus”, que surgiu em 1776.
Em 1778, recebeu um posto confortável como comissário da alfândega da Escócia e foi viver com a sua mãe em Edimburgo. Faleceu na capital escocesa a 17 de julho de 1790, depois de uma dolorosa doença.

Obras

Pouco antes da sua morte, os manuscritos de Smith tinham sido quase totalmente destruídos. Nos seus últimos anos, ele terá planeado dois grandes tratados, um sobre a teoria e história do Direito e outro sobre ciências e artes. O “Ensaios sobre temas filosóficos” (1795), posteriormente publicado, contém provavelmente partes do que deveria ter sido o último daqueles dois tratados.
A Riqueza das Nações foi muito influente, uma vez que foi uma grande contribuição para o estudo da economia e para a tornar uma disciplina autônoma. Este livro tornar-se-ia, provavelmente, uma das obras mais influentes no mundo ocidental. Quando o livro, que se tornaria um manifesto contra o mercantilismo, foi publicado em 1776, havia um sentimento forte a favor do livre comércio, quer no Reino Unido como também nos Estados Unidos. Esse novo sentimento teria nascido das dificuldades econômicas e as privações causadas pela guerra. No entanto, ao tempo da publicação nem toda a gente estava convencida das vantagens do livre comércio: o parlamento inglês e o público em geral continuariam apegados ao mercantilismo por muitos anos.
A Riqueza das nações, e também a Teoria dos sentimentos morais, este de menor impacto, tornaram-se ponto de partida para qualquer defesa ou crítica de formas do capitalismo, nomeadamente influenciando a escrita de Karl Marx e de economistas humanistas. Em anos recentes, muitos afirmaram que Adam Smith foi tomado de rapto por economistas liberais (Laissez-faire economists) e que como a Teoria dos sentimentos morais mostra, Smith tinha uma inclinação pelo humanismo.
Tem havido alguma controvérsia sobre a extensão da originalidade de Smith em Riqueza das nações; alguns argumentam que esta obra acrescentou pouco às idéias estabelecidas por pensadores como David Hume e Montesquieu. No entanto, ela permanece como um dos livros mais influentes neste campo até hoje.
A obra de Smith é aclamada quer pelo mundo acadêmico como na prática. O primeiro-ministro britânico William Pitt, a braços com a derrocada econômica e social dos anos que se seguiram à independência americana, foi um partidário do comércio livre e chamou Riqueza das nações de "a melhor solução para todas as questões ligadas à história do comércio e com o sistema de economia política".

Contexto histórico de 1732 a 1790

  1. Alguns fatos históricos influenciaram ou foram influências para Adam Smith, tais como:
  2. Surgimento das idéias iluministas ou Século das Luzes (séc. XVIII)
  3. Revolução cientifica (séc. XVIII)
  4. I Revolução Industrial ( Iniciada na década de 1760)
  5. A proclamação da independência dos EUA (proclamada em 1783)
  6. Início da Revolução francesa (1789 a 1799)

Preocupações de Adam Smith


Suas primeiras preocupações não foram com a riqueza das nações, embora posteriormente tenha conferido grande contribuição à causa. Os sentidos morais, a busca da aprovação social, as razões maiores da acumulação e da conservação da fortuna material foram os pressupostos de sua descrição da ordem econômica. Smith fundamentava sua descrição da ordem econômica nas leis que regem a formação, a acumulação, a distribuição e o consumo da riqueza e este polinômio foi a base do conceito clássico da economia.
Adam Smith

Fontes

  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Adam_smith
  • http://www.adamsmith.com.br/biografia.html
  • http://www.vestibular1.com.br/revisao/teorias_economicas.doc
  • Livro “História: das cavernas ao terceiro milênio”, 7ª série, Patrícia Ramos Braick e Myriam Becho Mota, 1ª Ed.


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