sexta-feira, 9 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
A Independência dos Estados Unidos
Fonte: Apostila do Curso Opção Vestibulares de Juiz de Fora escrito pelo Professor Leandro
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Economia Brasileira até a Década de 30
O primeiro ciclo econômico do Brasil foi a extração do pau-brasil, madeira avermelhada utilizada na tinturaria de tecidos na Europa, e abundante em grande parte do litoral brasileiro na época do descobrimento (do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte). Os portugueses instalaram feitorias e sesmarias e contratavam o trabalho de índios para o corte e carregamento da madeira por meio de um sistema de trocas conhecido como escambo. Além do pau-brasil, outras atividades de modelo extrativista predominaram nessa época, como a coleta de drogas do sertão na Amazônia.
O segundo ciclo econômico brasileiro foi o plantio de cana-de-açúcar, utilizada na Europa para a manufatura de açúcar em substituição à beterraba. O processo era centrado em torno do engenho, composto por uma moenda de tração animal (bois, jumentos) ou humana. O plantio de cana adotou o latifúndio como estrutura fundiária e a monocultura como método agrícola. A agricultura da cana introduziu a modo de produção escravista, baseado na importação e escravização de africanos. Esta atividade gerou todo um setor paralelo chamado de tráfico negreiro. A pecuária extensiva ajudou a expandir a ocupação do Brasil pelos portugueses, levando o povoamento do litoral para o interior.
Durante todo o século XVII, expedições chamadas entradas e bandeiras vasculharam o interior do território em busca de metais valiosos (ouro, prata, cobre) e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas). Afinal, já no início do século XVIII (entre 1709 e 1720) estas foram achadas no interior da Capitania de São Paulo (Planato Central e Montanhas Alterosas), nas áreas que depois foram desmembradas como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, dando início ao ciclo do ouro. Outra importante atividade impulsionada pela mineração foi o comércio interno entre as diferentes vilas e cidades da colônia, propicionada pelos tropeiros.
O café foi o produto que impulsionou a economia brasileira desde o início do século XIX até a década de 1930. Concentrado a princípio no Vale do Paraíba (entre Rio de Janeiro e São Paulo) e depois nas zonas de terra roxa do interior de São Paulo e do Paraná, o grão foi o principal produto de exportação do país durante quase 100 anos. Foi introduzida por Francisco de Melo Palheta ainda no século XVIII, a partir de sementes contrabandeadas da Guiana Francesa.
Em meados do século XIX, foi descoberta que a seiva da seringueira, uma árvore nativa da Amazônia, servia para a fabricação de borracha, material que começava então a ser utilizado industrialmente na Europa e na América do Norte. Com isso, teve início o ciclo da borracha no Amazonas (então Província do Rio Negro) e na região que viria a ser o Acre brasileiro (então parte da Bolívia e do Peru).
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_brasileira
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Neoliberalismo
O termo “neo” da palavra significa “novo”. Então devemos entender antes o que é Liberalismo. Essa teoria política surgiu no século XVII e que exprime os anseios da burguesia. O liberalismo pode se dividir em três enfoques: ético, econômico e político. Veremos assim respectivamente: “Defende os direitos da iniciativa privada, restringe o mais possível as atribuições do Estado e opõe-se vigorosamente ao absolutismo (poder total nas mãos dos reis)”.
As ideias foram desenvolvidas por Adam Smith (1723-1790) e David Ricardo (1772-1823), defendendo a propriedade privada dos meios de produção e de uma economia de mercado baseada na livre iniciativa e competição. A não intervenção do mercado seria viável porque o equilíbrio pode ser alcançado pela lei da oferta e da procura (a “mão invisível” do mercado). Segundo Locke, a propriedade privada é “tudo o que pertence” a cada indivíduo da sociedade, ou seja, sua vida, sua liberdade e seus bens.
No século XIX a classe operária passou a organizar sindicatos com ideias socialistas e anarquistas para exigir melhores salários e condições de vida. Então, as exigências democráticas deixaram de ser somente dos burgueses. Pelo Liberalismo dos outros séculos tinha como enfoque a liberdade baseada na propriedade, mas nesse momento da história busca uma exigência de igualdade, estendendo para o ramo político. Tinha-se como exigência: sufrágio universal, liberdade de imprensa e escolas públicas.
No decorrer do tempo o ideal liberal começou a perder força com as crises do capitalismo e com os déficits do governo como a instabilidade social por não poder intervir em nada. Então surge os ideais neoliberais no século passado. Esses, por sua vez, possuem o ideal do estado minimalista cuja ação se restringe ao policiamento, justiça e defesa nacional.
O Neoliberalismo não se difere em relação ao Liberalismo sobre os efeitos causados nos países pobres. Como os ideais se ligaram, os problemas acabaram se emendando. No século XIX, com a crise de 1873, se iniciou o imperialismo - forma utilizada para manter as indústrias e o sistema liberal - na África, na Ásia e na América (principalmente as duas primeiras), causando-as grandes prejuízos no sistema interno de subsistência e sofrendo imposições ideológicas europeias. Os países envolvidos pela “dominação econômica” não conseguiram evitar os focos de pobreza e miséria, e ainda desemprego, migrações, marginalização de jovens e velhos, surtos inflacionários reprimidos por recessão longa e dolorosa. A criação da FMI não perdoou, porque estes países são grandes devedores seu. Além disso, como contraponto da evolução tecnológica, a destruição do meio ambiente e o desequilíbrio ecológico ameaçam a qualidade de vida do planeta, revelando a lógica da economia capitalista em que o interesse privado geralmente não coincide com o bem coletivo.
Fontes:
- Filosofando, Introdução à Filosofia; Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins. Ed. Moderna. 3ª Edição revisada. Páginas: 246, 247, 253, 276, 282 e 283.
- DICIONÁRIO ESCOLAR DA LÍNGUA PORTUGUESA, Academia Brasileira de Letras. Companhia Editora Nacional. 2ª Edição.
terça-feira, 13 de abril de 2010
sábado, 24 de outubro de 2009
Ditadura Militar - Dados que nem todo mundo conhece...
"NÚMEROS DOS GOVERNOS MILITARES NO BRASIL" - Tem gente que não vai gostar do que vai ler!
Eles fizeram a maior revolução industrial do séc XX.Pegaram um país com o 45º PIB do mundo e, 21 anos depois, entregaram aos civís o 10º PIB do mundo (Estamos há 23 anos sob autoridade civil e ainda estamos em 10º).
Outras coisinhas que eles fizeram:
- Restabelecimento da autoridade por 21 anos;
- Criação de 13 milhões de empregos;
- A Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo;
- Estruturação das grandes construtoras nacionais;
- Crescimento do PIB de 14%;
- Construção de 4 portos e recuperação de outros 20;
- Criação da Eletrobrás;
- Implantação do Programa Nuclear;- Criação da Nuclebrás e subsidiárias;
- Criação da Embratel e Telebrás (antes, não havia orelhões nas ruas nem se falava por telefone entre os Estados);
- Construção das Usinas Angra I e Angra II;
- Desenvolvimento das Industrias Aeronáutica e Naval (em 1971 o Brasil foi o 2º maior construtor de navios do mundo);
- Implantação do Pró-álcool em 1976 (em 1982, 95% dos carros no país rodavam a álcool);
- Construção das maiores hidrelétricas do MUNDO: Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipú;
- Brutal incremento das exportações, que cresceram de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões; o país ficou menos dependente do café, cujo valor das exportações passou de mais de 60% para menos de 20% do total;
- Rede de rodovias asfaltadas passou de 3mil para 45 mil KM;
- Redução da inflação galopante com a criação da Correção Monetária, sem controle de preços e sem massacre do funcionalismo público;
- Fomento e financimento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES;
- Aumento dos cursos de mestrado e doutorado;
- INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM;
- Criação do FUNRURAL - a previdência para os cidadãos do campo;
- Programa de merenda escolar e alimentação do trabalhador;
- Criação do FGTS, PIS, PASEP;
- Criação da EMBRAPA (70 milhões de toneladas de grãos);
- Duplicação da rodovia Rio-Juiz de Fora e da Via Dutra;
- Criação da EBTU;
- Implementação do Metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza;
- Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros (Galeão, Guarulhos, Brasília, Confins, Campinas - Viracopos, Salvador, Manaus);
- Implementação dos Pólos Petroquímicos em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari);
- Investimentos na prospecção de petróleo no fundo do mar que redundaram na descoberta da bacia de Campos em 1976;
- Construção do Porto de Itaquí e do terminal de minério da Ponta da Madeira na Ilha de S. Luís no Maranhão;
- Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país;
- Promulgação do Estatuto da Terra, com o início da Reforma Agrária pacífica;
- Polícia Federal;
- Código Tributário Nacional;
- Código de Mineração;
- Implantação e desenvolvimento da Zona Franca de Manaus;
- IBDF - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal;
- Conselho Nacional de Poluição Ambiental;
- Reforma do TCU;
- Estatuto do Magistério Superior;
- INDA Instituto de desenvolvimento agrário;
- Criação do banco Central (DEZ64);
- SFH Sistema Financeiro de Habitação;
- BNH Banco Nacional de Habitação;
- Construção de 4 milhões de moradias;
- Regulamentação do 13º salário;
- Banco da Amazônia;
- SUDAM;
- Reforma Administrativa, Agrária, Bancária, Eleitoral, habitacional, Política e Universitária;
- Ferrovia da soja;
- Rede Ferroviária ampliada de 3mil e remodelada para 11 mil KM;
- Frota mercante de 1 para 4 milhões de TDW;
- Corredores de exportações de Vitória, Santos, Paranaguá e Rio Grande;
- Matrículas do ensino superior de 100 mil em 1964 para 1,3 milhões em 1981;
- Mais de 10 milhões de estudantes nas escolas (que eram realmente escolas);
- Estabelecimentos de assistência médico sanitária de 6 para 28 mil;
- Crédito Educativo;
- Projeto RONDON;
- MOBRAL;
- Asfaltamento da rodovia Belém-Brasília;
- Construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança no Rio Parnaíba;
- Construção da Ferrovia do Aço (de Belo Horizonte a Volta Redonda);
- Construção da Ponte Rio-Niterói;
- Construção da rodovia Rio-Santos (BR 101);
- Impediram a implantação de uma "FARC" no Brasil.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Vídeo da Independência do Brasil
Algumas curiosidades:
- A cena foi montada inspirada no quadro do Pedro Américo
- Dom Pedro I não disse "Independência ou Morte!"
- Não se davava para subir a serra de cavalo, então a independência foi proclamada em cima de um burro ou asno.
- 7 de setembro foi apenas um dia escolhido para representar o dia da independência
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
A História da Língua Portuguesa
O português desenvolveu-se na parte ocidental da Península Ibérica do latim falado trazido pelos soldados romanos desde o século III a.C.. A língua começou a diferenciar-se das outras línguas românicas depois da queda do Império Romano e das invasões bárbaras no século V. Começou a ser usada em documentos escritos cerca do século IX, e no século XV já tinha se tornado uma língua com uma literatura rica.
-Colonização romana
Em 218 a. C., os romanos conquistaram a parte ocidental da Península Ibérica, composta principalmente pelas províncias romanas de Lusitânia e Galécia (atualmente, essa região compreende as regiões centro-sul de Portugal e a recentemente constituída euro-região Galiza-Norte de Portugal). Trouxeram com eles uma versão popular do Latim, o Latim Vulgar, do qual se acredita que todas as línguas latinas descendam e que contribuiu com cerca de 90% do léxico do português. Embora a população da Península Ibérica tenha se estabelecido muito antes da colonização romana, poucos traços das línguas nativas persistiram no português moderno. Os únicos vestígios das línguas anteriores permanecem numa parte reduzida do léxico e na toponímia da Galiza e Portugal.
-Invasões bárbaras
Entre 409 a. C e 711 a. C, enquanto o Império Romano entrava em colapso, a Península Ibérica foi invadida por povos de origem germânica, conhecidos pelos romanos como bárbaros. Estes bárbaros (principalmente os suevos e os visigodos) absorveram rapidamente a cultura e língua romanas da península; contudo, e como as escolas romanas foram encerradas, o latim foi libertado para começar a evoluir sozinho. Porque cada tribo bárbara falava latim de maneira diferente, a uniformidade da península rompeu-se, levando à formação de línguas bem diferentes (galaico-português ou português medieval, espanhol e catalão). Acredita-se, em particular, que os suevos sejam responsáveis pela diferenciação lingüística dos portugueses e galegos quando comparados com os castelhanos. É, ainda, na época do reino Suevo que se configuram os dias da semana proibindo-se os nomes romanos. As línguas germânicas influenciaram particularmente o português em palavras ligadas à guerra e violência, tais como "Guerra". As invasões deram-se em duas ondas principais. A primeira com penetração dos chamados bárbaros e a assimilação cultural Romana. Os "bárbaros" tiveram uma certa "receptividade" a ponto de receber pequenas áreas de terra. Com o passar do tempo, seus costumes, língua, etc. foram se perdendo, mesmo porque não havia uma renovação do contingente de pessoas e o seu grupo era reduzido. Uma segunda leva foi mais vagarosa, não teve os mesmos benefícios dos ganhos de terra e teve seu contingente de pessoas aumentado devido a proximidade das terras ocupadas com as fronteiras internas do Império Romano.
-Invasão dos mouros
Desde 711, com a invasão dos mouros na península, o árabe foi adaptado como língua administrativa nas regiões conquistadas. Contudo, a população continuou a falar latim vulgar; logo que os mouros foram expulsos, a influência exercida na língua foi pequena. O seu efeito principal está no léxico: o português moderno ainda tem um grande número de palavras de origem árabe, especialmente relacionadas com comida e agricultura, o que não tem equivalente noutras línguas latinas. A influência árabe é também visível nos nomes de locais no sul do país, tais como "Algarve" e "Alcácer do Sal". Muitas palavras portuguesas que começam por al- são de origem árabe.
-O despertar da Língua Portuguesa
Já em época romana existiram duas províncias diferenciadas no que seriam os territórios em que se formou a língua portuguesa, a antiga província romana da Lusitânia e a província da Galécia a norte. A língua portuguesa desenvolveu-se principalmente no norte de Portugal e na Galiza, nos condados lucense, asturicense e bracarense da província romana da Galécia coincidentes com o território político do Reino Suevo, e só posteriormente, com a invasão da Reconquista e que foi avançando pelo que atualmente é o centro-sul de Portugal. Porém, a configuração atual da língua foi largamente influenciada por dialetos moçárabes falados no sul, na Lusitânia. Por bastante tempo, o dialeto latino dessa província romana e depois do Reino Suevo desenvolveu-se apenas como uma língua falada, ficando o latim reservado para a língua escrita.
-Os Registros mais antigos da Língua Portuguesa
Os registros mais antigos de uma língua portuguesa distinta aparecem em documentos administrativos do século IX, mas com muitas frases em latim à mistura.
O mais antigo documento latino-português é chamado de “Doação à Igreja de Sozello”, encontra-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, é datado do ano de 870 d.C. A “Notícia de fiadores” (1175) é o documento Português mais antigo conhecido, com data.
Recentemente descoberto, o “Pacto dos irmãos Pais” reivindica o título de texto mais antigo em português, no entanto é apenas datável por conjectura, é provavelmente anterior a 1173.
Outro documento, a “Notícia de Torto”, sem data, acredita-se que tenha sido escrito entre 1211 e 1216. O “Testamento de Afonso II”, é datado de 1214.
O vernáculo escrito passou gradualmente para uso geral nos séculos seguintes. Portugal tornou-se um país independente em 1143, com o rei D. Afonso I. A separação política entre Portugal e Galiza e Castela (mais tarde, Espanha) permitiu que os dois países desenvolvessem os seus latins vernáculos em direções opostas. Em 1290, o rei D. Dinis criava a primeira universidade portuguesa em Lisboa (o Estudo Geral) e decretou que o português, que então era chamado de "Língua vulgar" ou "Latim Vulgar" fosse usado em vez do Latim Clássico e conhecido como "Língua Portuguesa". Em 1296, o português é adotado pela Chancelaria Real. Usado agora não só em poesia, mas também quando escrevendo leis e nos notários.
Até 1350, a língua Galaico-Portuguesa permaneceu apenas como língua nativa da Galiza e Portugal; mas pelo século XIV, o Português tornou-se uma língua madura com uma tradição literária riquíssima, e também foi adaptado por muitos poetas Leoneses, Castelhanos, Aragoneses e Catalães. Durante essa época, a língua na Galiza começou a ser influenciada pelo Castelhano (basicamente o Espanhol moderno) e também se iniciou a introdução do espanhol como única forma de língua culta. Em Portugal a variante centro-meridional iniciou o caminho da modernização da língua tornando-se progressivamente por sua vez a variante de língua culta do País.
-Os descobrimentos portugueses
Sagres, no antigo "Promontorium Sacrum" romano -dedicado ao deus Saturno. Símbolo dos descobrimentos portugueses, no século XV era o centro mundial e líder em ciência e tecnologia. (cortesia IPPAR)
Entre os séculos XIV e XVI, com os descobrimentos portugueses, a língua portuguesa espalhou-se por muitas regiões da Ásia, África e América. Pelo século XVI tornou-se uma "Língua Franca" na Ásia e África, usada não só pela administração colonial e comércio, mas também para comunicação entre os oficiais locais e os europeus de todas as nacionalidades. No Ceilão (atual Sri Lanka) vários reis se tornaram falantes de português fluente, e os nobres normalmente adquiriram nomes portugueses. O alastramento da língua foi ajudado por casamentos mistos entre portugueses e as gentes locais (algo muito comum também em outras zonas do mundo), e a sua associação com os esforços missionários católicos que levaram a que a língua fosse chamada de "Cristão" em muitos locais. A língua continuou popular mesmo com várias medidas contra ela levadas a cabo pelos holandeses no Ceilão e Indonésia.
Algumas comunidades cristãs falantes de português na Índia, Sri Lanka, Malásia e Indonésia preservaram as suas línguas mesmo depois de se isolarem de Portugal, e desenvolveram-se pelos séculos em vários crioulos de base portuguesa. Também, muitas palavras portuguesas entraram no léxico de muitas outras línguas, tais como "sepatu" que vem de "sapato" em Indonésio, "keju" que significa "queijo" em Malaio, "meza" (de "mesa") em Swahili além de várias palavras japonesas de origem portuguesa.
-A renascença
Com a Renascença, aumenta o número de palavras eruditas com origem no latim clássico e no grego arcaico, o que aumenta a complexidade do português. O fim do "português arcaico" é marcado com a publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516. Mas formas similares ao português arcaico são ainda faladas por muitas populações em São Tomé e Príncipe, no Brasil e Portugal rural.
Fonte: - http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_L%C3%ADngua_Portuguesa
terça-feira, 28 de julho de 2009
Estratégia na Primeira Guerra Mundial
Em outras frentes, havia ainda espaço para o uso de estratégia de manobras. Os germânicos executaram uma perfeita batalha de aniquilação contra os Russos na Batalha de Tannenberg (1914). Os Britânicos e Franceses lançaram a desastrosa Campanha Dardanelles, combinando poder naval e desembarque de anfíbio, num esforço de ajudar seus aliados Russos e golpear o Império Otomano para fora da Guerra. A campanha Palestina foi dominada pela cavalaria e os Britânicos alcançaram duas vitórias de infiltração na Gaza (1917) e em Megiddo (1918). O coronel T.E. Lawrence e outros oficiais britânicos guiaram tropas paramilitares Árabes numa campanha de guerrilha contra os Otomanos, usando estratégias e tática desenvolvidas na Guerra da Boêmia.
A Primeira Guerra Mundial presenciou exércitos em uma escala nunca antes vista. A Inglaterra, que sempre contou com uma marinha forte e um pequeno exercito regular, experimentou uma rápida expansão que extrapolou o treinamento de seus generais e a capacidade de seus auxiliares em lidar com tal força monumental. Os avanços tecnológicos também tiveram uma larga influência na estratégia: reconhecimento aéreo, técnicas de artilharia, gás venenoso, o automóvel e o tanque, o telefone e a rádio telegrafia.
Mais do que nas guerras anteriores, a estratégia militar na Primeira Guerra Mundial foi dirigida pela grande estratégia de uma aliança de nações, a tríplice Entente de um lado e o Impérios centrais do outro.A sociedade e a economia estavam mobilizadas para uma guerra total. O ataque à economia do inimigo incluía o uso pela Inglaterra de um bloqueio naval e o emprego Germano de submarinos de guerra contra marinha mercante.
A unidade de comando tornou-se uma questão importante quando várias nações iniciaram assaltos e defesas e coordenados. A Entente foi eventualmente comanda pelo Marechal de Campo Foch. Os Germânicos geralmente comandavam o Império central, embora a autoridade Germânica diminuísse e as linhas de comando tornaram-se confusas ao fim da guerra.
A Primeira Guerra Mundial terminou quando a vontade dos soldados Germânicos para lutar diminui tanto que os Germânicos buscaram a paz. O ímpeto dos militares Germânicos foi destruído durante a batalha de Amiens (de 8 a 11 de Agosto de 1918) quando a frente germânica entrou revolta geral contra a falta de comida e a destruição da economia. A vitória para a Entente foi, contudo, assegurada por este ponto. Entretanto, era somente uma questão de tempo antes que o tanque re-introduzisse a manobra como uma estratégia viável.
A partilha da África
Isso foi um resumo escolar de um trabalho meu em 2006 (7ªsérie - sem revisões):
Após a Conferência de Berlim, começaram as relações entre europeus e africanos. Em menos de três décadas várias nacionalidades européias já tinham conquistado mais de 90% de toda África. Essas mudanças causaram não apenas apropriações no dia-a-dia, nos costumes, na língua e na religião dos vários grupos étnicos que chegaram à África.
A conferência contou com a participação de 14 países para proclamar as regras de ocupação da África. A conferência não a dividiu em blocos coloniais, mas sim para atividades de europeus no continente com comércio livre, segundo Guy Vanthemsche.
Para garantir a propriedade de qualquer lugar do continente cada país tinha que ocupar de fato o quinhão almejado, ou seja, foi uma correria enorme para que se conseguir um território maior que o do próximo. “Em pouco tempo, com exceção da Etiópia e da Libéria, todo o continente ficou sob domínio europeu”, diz a historiadora Nwanda Achebe.
O interesse vem de muito tempo, antes da Conferência de Berlim. Desde o século 15 já havia países europeus conquistando algumas regiões. Por exemplo, Portugal conquistou Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e a Inglaterra ocupou partes da atual África do Sul e do Egito.
As trapaças foram um grande meio de se conseguir territórios. O maior trapaceiro era Leopoldo II, rei da Bélgica, que enganou africanos e europeus. A Bélgica não possuía recursos nem homens para ocupar terras. Então criou associações com a finalidade de “proteger” territórios como a cobiçada foz do rio Congo. Leopoldo dominou o Congo e com violência conseguiu extrair o máximo que pode para enriquecer a si mesmo.
O principal método era o de “dividir para dominar”. Apoiava-se um grupo étnico, que atacava outro grupo rival para dominá-los. O método utilizado provocou tensões que perduram até hoje. “Formações de grupos flexíveis e cambiantes foram mudadas para ‘estruturas étnicas’ bastante rígidas”, afirma Vanthemsche.
As fronteiras dos países africanos seguem, até hoje, em sua maior parte, as que foram estabelecidas durante o período colonial. Não respeitaram a disposição da população local e utilizaram arbitrariamente como limites entre territórios coloniais latitudes, longitudes, linhas de divisão das águas e o curso presumível de rios que mal se conheciam.
O Saara é o único caso de território africano que ainda não obteve a independência. Após ser abandonado pela Espanha, foi invadido pelo Marrocos. Houve resistência e a ONU busca até hoje organizar um plebiscito para que o povo decida seu destino.
A independência, longe de melhorar a situação dos africanos, foi a origem de outros conflitos sangrentos, envolvendo etnias rivais, com o apoio de países europeus.
As formações políticas e grupais eram muito mais fluidas e a variação lingüística era muito maior antes da era colonial. A chegada de missionários e a criação de escolas formais fizeram com que várias línguas e dialetos fossem selecionados para facilitar a tradução da Bíblia. Foram estabelecidas ortografias oficiais, criando facilidades para o grupo majoritário. Dialetos desapareceram, mas os grupos étnicos foram preservados. Surgiram grupos que se autodefiniram de outras formas, como os ibos da Nigéria e os ewes de Gana e de Togo.
Hoje o continente abriga boa parte dos países mais pobres do planeta. Inclui a tradição de administração de cima para baixo, burocracias que fornecem poucos serviços e um baixo senso de identidade e interesse nacional. O colonialismo produziu economias dependentes, monoculturistas e não integradas.
Conclusão
A situação atual dos países africanos pode ser atribuída à pressa que os colonizadores tiveram em transformar a realidade local. Isso fez com que o continente pulasse etapas importantes. Não se pode criar um sistema capitalista e Estados democráticos de um dia para o outro. Essa chance nunca foi dada aos africanos.
A Última Ceia

A Última Ceia (em italiano L'Ultima Cena e também Il Cenacolo) é uma pintura de Leonardo da Vinci para de seu protetor, o Duque Lodovico Sforza. Representa para alguns, a cena da última ceia de Jesus com os apóstolos antes de ser preso e crucificado como descreve a Bíblia. É um dos maiores bens conhecido e estimado do mundo. Ao contrário de muitas outras valiosas pinturas, nunca foi possuída particularmente porque não pode ser removida do seu local de origem já que esta pintada sobre a parede do refeitório do convento de Santa Maria delle Grazie em Milão que o Duque mandou construir para, entre outras coisas, servir de lugar para sepultar seus familiares. O tema era uma tradição para refeitórios. Todavia a interpretação de Leonardo deu um maior realismo e profundidade ao lugar.
Estudo de Leonardo para a "Santa Ceia" durou três anos (1495-1497) dando atenção integral a esta pintura o que era fato raro para um pintor versátil e do seu quilate pintar um “quadro” desse tamanho.
Parcialmente pintada na forma tradicional de um afresco com pigmentos misturados com gema de ovo ao reboco úmido incluindo também um veículo de óleo ou verniz. Da Vinci testou uma nova técnica à solução das tintas com predominância da têmpera. A técnica não foi testada o suficiente não se ajustando as condições climáticas da região. Antes que o painel estivesse pronto, apareceram pontos deteriorados que se agravaram durante os anos. A umidade natural da parede, diluindo as tintas, vem causando danos a esta obra-prima. A obra recebeu degradações ao abrirem uma porta na parte inferior da pintura e ao cair uma bomba no refeitório na Segunda Guerra Mundial, destruindo o forro e a parede à direita da "Última Ceia".
Os apóstolos se agrupam em quatro grupos de três, deixando Cristo relativamente isolado ao centro. São os seguintes os personagens representados, da esquerda para a direita: Bartolomeu, Tiago (o Menor), André, Judas, Pedro, João, Jesus Cristo, Tomé, Tiago (o Maior), Felipe, Mateus, Tadeu e Simão. Estas identificações provêm de um manuscrito autógrafo de Leonardo encontrado no século XIX.
Até hoje, persistem, entre os críticos de arte, opiniões as mais variadas sobre qual episódio do Evangelho Da Vinci procurou representar em sua "Última Ceia". Alguns o consideram como o momento em que Jesus anunciou existir um traidor entre eles e os apóstolos reagiram com espanto à revelação. Outros críticos preferem acreditar que se trata do momento da introdução à Eucaristia, marcado pela presença do pão e do vinho nas mãos de Cristo. Finalmente, um terceiro grupo acredita tratar-se do exato momento em que Jesus, conforme se revela em Lucas 22:21, pronuncia a frase: "Todavia, a mão do traidor está comigo à mesa". Em verdade, nenhuma das interpretações é inteiramente convincente. Uma interpretaçao diversa e pouco fundamentada vem sido disseminada por Dan Brown, autor do livro O Código Da Vinci, de que o discípulo à direita de Jesus Cristo, João, seria na verdade Maria Madalena. Suas feições femininas e traços delicados seriam indicações disso.
Fontes: -http://www.pitoresco.com.br/espelho/destaques/davinci/santa_ceia.htm
-http://pt.wikipedia.org/wiki/A_%C3%9Altima_Ceia_%28Leonardo_da_Vinci%29
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Quem passou pelo Boulevard des Capucines, no centro de Paris, na noite de 28 de dezembro de 1895, não pôde deixar de notar uma enorme fila que se estendia por centenas de metros. Agasalhados com um rigoroso inverno, homens, mulheres e crianças esperavam a vez para entrar no Salão Indiano do Grande Café, no número 14 do bulevar. Uma vez instalados nas cem cadeiras dispostas diante de um grande pedaço de pano branco, assistiam a um espetáculo de luzes e movimentos. Em certo momento, um trem avançava em direção à platéia (muita gente ficava tão assustada, que deixava a sala correndo!). Pouco depois, podiam-se observar cenas da saída dos operários, na pausa do almoço, na fábrica Lumière, instalada em Lyon. A sessão durava vinte minutos e custava um franco por pessoa.
Auguste e Louis Lumière foram os dois primeiros filhos de um casal humilde: Antoine, pintor de letreiros, e Jeanne-Joséphine, lavadeira. Logo após o casamento, em 1859, os dois perambularam por Lyon, Paris e Besançon, onde Antoine resolveu mudar de profissão. Segundo ele, a pintura não tinha futuro. Melhor seguir a moda e tentar o ramo da fotografia. Após alguns meses de aprendizado num estúdio fotográfico, Antoine montou seu próprio negócio. Auguste e Louis trilharam os passos do pai e se interessaram por fotografia.
A partir de 1891, o americano Thomas Edison apresentou ao público o kinetoscópio, no qual um filme de cerca de quinze metros permitia a um único espectador observar uma cena do tamanho de um cartão de visita. Três anos depois, fabricava a máquina em série, convencido de que seu invento estava destinado à diversão individual. Sem perda de tempo, Auguste passou a estudar um meio de captar imagens, revelá-las e projetá-las num movimento semelhante ao da vida real. “Passei três meses pesquisando, sem chegar a um resultado satisfatório”, contou Auguste tempos depois. “Foi quando meu irmão, que tinha assistido às minhas experiências, pegou uma gripe que o deixou de cama por vários dias. Uma manhã, quando fui vê-lo, Louis me anunciou que, durante sua insônia, teria achado a solução para o problema”.
A grande questão era como dar a ilusão de movimento à fita de imagens fotográficas sem deixar que o espectador percebesse o desenrolar da fita. “Devemos recorrer a um dispositivo que ataque a película em repouso, que a acelere e a retarde até sua imobilidade, quando projetarmos a imagem. Temos de repetir esse ciclo quinze vezes por segundo”, ordenou Louis. Para conseguir o movimento desejado, os irmãos recorreram a um engenho inspirado na máquina de costura, incrementado com um sistema de dentes que se encaixavam nas perfurações da película. Após filmar algumas tiras experimentais, Auguste e Louis organizaram uma projeção familiar.
A primeira cena em movimento apresentada ao público foi, sem dúvida, “A saída da fábrica”. Num dia de sol inesperado, em 19 de março de 1895, Louis acionou a manivela. 800 imagens em 50s, que foram projetadas, três dias depois, numa conferência em Paris. A surpresa foi geral. Em seguida, os irmãos produziram “O jardineiro”, “Chegada de um trem à estação de la Ciotat” e várias outras cenas que seriam apresentadas no Boulevard des Capucines. O sucesso foi imediato. Os irmãos Lumière passaram a ser fabricantes de aparelhos e de películas, produtores e distribuidores de seus próprios filmes.
A primeira sala de cinema no Brasil foi inaugurada no Rio de Janeiro, em 1897, por Paschoal Segretto.
O francês Leon Graumont é o pai do filme sonoro. Em 1900, ele criou um sistema em que o projetor do filme e o gramofone andavam na mesma velocidade. Depois de 27 anos, outro sistema - o Vitaphone - liquidou de vez o cinema mudo. O último filme sem som foi produzido em 1930.
Curiosidade
Cada uma das seis artes é caracterizada pelo tipo de signo que utiliza: 1. Música (som), 2. Pintura (cor), 3. Escultura (volume), 4. Arquitetura (espaço vazio), 5. Literatura (palavra), 6. Coreografia (movimento). Quando apareceu o Cinema, passou a ser chamado de sétima arte, embora não disponha de um signo próprio e sim uma mistura de signos. Por isso, considerar o Cinema como arte é contestado ainda hoje por muitos teóricos. Principalmente pelos manda-chuvas de Hollywood, para quem cinema não é arte coisíssima nenhuma, é business.

A chegada de um trem na estação.
Um dos primeiros filmes dos irmãos Lumiére.

Os irmão Lumière

Fontes:
-A Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta, Editora Campos, 9ª Ed.
-O Livro das Invenções, de Marcelo Duarte, Editora Cia das Letras, 7ª Reimpressão