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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Economia Brasileira até a Década de 30

A economia brasileira viveu vários ciclos ao longo da História do Brasil. Em cada ciclo, um setor foi privilegiado em detrimento de outros, e provocou sucessivas mudanças sociais, populacionais, políticas e culturais dentro da sociedade brasileira.
O primeiro ciclo econômico do Brasil foi a extração do pau-brasil, madeira avermelhada utilizada na tinturaria de tecidos na Europa, e abundante em grande parte do litoral brasileiro na época do descobrimento (do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte). Os portugueses instalaram feitorias e sesmarias e contratavam o trabalho de índios para o corte e carregamento da madeira por meio de um sistema de trocas conhecido como escambo. Além do pau-brasil, outras atividades de modelo extrativista predominaram nessa época, como a coleta de drogas do sertão na Amazônia.
O segundo ciclo econômico brasileiro foi o plantio de cana-de-açúcar, utilizada na Europa para a manufatura de açúcar em substituição à beterraba. O processo era centrado em torno do engenho, composto por uma moenda de tração animal (bois, jumentos) ou humana. O plantio de cana adotou o latifúndio como estrutura fundiária e a monocultura como método agrícola. A agricultura da cana introduziu a modo de produção escravista, baseado na importação e escravização de africanos. Esta atividade gerou todo um setor paralelo chamado de tráfico negreiro. A pecuária extensiva ajudou a expandir a ocupação do Brasil pelos portugueses, levando o povoamento do litoral para o interior.
Durante todo o século XVII, expedições chamadas entradas e bandeiras vasculharam o interior do território em busca de metais valiosos (ouro, prata, cobre) e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas). Afinal, já no início do século XVIII (entre 1709 e 1720) estas foram achadas no interior da Capitania de São Paulo (Planato Central e Montanhas Alterosas), nas áreas que depois foram desmembradas como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, dando início ao ciclo do ouro. Outra importante atividade impulsionada pela mineração foi o comércio interno entre as diferentes vilas e cidades da colônia, propicionada pelos tropeiros.
O café foi o produto que impulsionou a economia brasileira desde o início do século XIX até a década de 1930. Concentrado a princípio no Vale do Paraíba (entre Rio de Janeiro e São Paulo) e depois nas zonas de terra roxa do interior de São Paulo e do Paraná, o grão foi o principal produto de exportação do país durante quase 100 anos. Foi introduzida por Francisco de Melo Palheta ainda no século XVIII, a partir de sementes contrabandeadas da Guiana Francesa.
Em meados do século XIX, foi descoberta que a seiva da seringueira, uma árvore nativa da Amazônia, servia para a fabricação de borracha, material que começava então a ser utilizado industrialmente na Europa e na América do Norte. Com isso, teve início o ciclo da borracha no Amazonas (então Província do Rio Negro) e na região que viria a ser o Acre brasileiro (então parte da Bolívia e do Peru).

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_brasileira

terça-feira, 20 de abril de 2010

Reforma Agrária

Reforma agrária é a divisão dos latifúndios entre os pequenos proprietários sem terras, para que esses possam plantar produtos para seu sustento. No início, parece uma idéia boa e não muito difícil de ser colocada em prática, mas, num país como o Brasil, a situação se complica.
Desde o início da nossa história, existe o fato de poucas pessoas terem em mãos grandes pedaços de terra. Portugal dividiu a sua colônia em Capitanias Hereditárias, enormes terrenos, que foram disponibilizados para aqueles com dinheiro e condições de fazer seu lote prosperar. Agora, mais de 500 anos depois, a história continua praticamente igual: poucas pessoas no Brasil têm controle de grandes extensões de terra, enquanto muitas outras precisam se contentar com pouco espaço, ou até nenhum.
É por isso que foi criado o MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Cansados de não terem terra para plantarem, e de verem grandes propriedades "paradas", eles começaram a exigir do governo a Reforma Agrária, fazendo manifestações em todo o país. Porém, seu movimento agora é considerado puro exagero, pois os seus membros invadem fazendas e instituições do governo. Além disso, na sua passagem por tais lugares, eles não se preocupam com o fato de muitas vezes destruírem a propriedade alheia, deixando portões e edifícios depredados. Sem falar, claro, nos que se aproveitam da existência do movimento para serem beneficiados.
Retirar terras de latifundiários com a justificativa da reforma agrária é como uma espécie de “processo Robin Hood”, tirando o que é dos ricos para dar para os pobres. No entanto, deixar os trabalhadores rurais nessa situação é simplesmente concordar com a situação precária vigente.
Apesar de os dois lados – latifundiários e sem terra - estarem em desacordo com os princípios de democracia e igualdade, o governo deve fazer sua parte em ajudar os mais necessitados sem tirar dos que tem terras por direito. O Governo deveria distribuir suas inúmeras terras por meio de uma espécie de concurso com aparato tecnológico para os sem-terras, os meeiros e os outros agricultores que sofrem com o subemprego e deixar os proprietários de terras em paz.

Redigido por mim e por Alice L.

domingo, 16 de agosto de 2009

Amazônia Legal


A região norte da América do Sul abriga um dos biomas mais ricos em diversidade biológica do mundo: a Floresta Amazônica. No total ela abrange 9 países incluindo o Brasil que abriga cerca de 85% dessa riqueza. Aqui no Brasil, para fins administrativos e de planejamento econômico foi instituída a chamada “Amazônia Legal” que engloba os seguintes Estados brasileiros: Amazonas, Pará, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, Tocantins, em sua totalidade e parte dos Estados do Maranhão (Nordeste) e Mato Grosso (Centro-Oeste).

A Amazônia Legal, instituída em 1953 pela Lei N.º1.806, tem uma área de cerca de 5.217.423 km², 61% do território brasileiro e, no entanto, abriga apenas 11,93% da população do país (1996). Os Estados mais expressivos da Amazônia Legal são o Amazonas e o Pará que, juntos respondem por mais de 55% do território total da região.

A Lei N.º1.806 a princípio, criava a SPVEA – Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia, e anexava ao seu território o Estado do Maranhão, Goiás e Mato Grosso, passando a região a ser chamada de “Amazônia Legal”, não por características morfogeológicas ou de vegetação, mas apenas, para facilitar o planejamento econômico na região e sua integração ao restante do país. Em 1966, porém, foi aprovada uma nova lei, a N.º 5.173 que extinguiu a SPVEA e criou a SUDAM – Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia que foi extinta em 2001 após diversas denúncias e problemas envolvendo sua administração. Em substituição a SUDAM foi criada a Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA) no mesmo ano. E, por fim, em janeiro de 2008, o então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva recriou a SUDAM extinguindo a ADA.

As principais atividades econômicas da região da Amazônia Legal são: extrativismo vegetal, pecuária e agricultura. Em algumas regiões da Amazônia Legal temos também o desenvolvimento de atividades industriais como a atividade de transformação de minerais no Pará com a transformação do alumínio e, ainda, a famosa “Zona Franca de Manaus”, uma região onde a economia se baseia na atividade de indústrias pesadas e eletroeletrônicas devido à política de isenção fiscal instituída em 1967 pelo Decreto-Lei N.º 288.

A região da Amazônia Legal ainda abrange grande parte de florestas tropicais, além de outros tipos de vegetações. Sua população engloba brancos, negros e índios, dos quais alguns ainda vivem em tribos espalhadas pelas regiões de reserva, como os Ianomâmi, Maku, Assurini e outros.
Por Caroline Faria
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domingo, 9 de agosto de 2009

Desemprego

Por uma Política Econômica de Promoção do Pleno Emprego surge do reconhecimento de que o desemprego, nos níveis atuais, constitui o foco da crise social brasileira. A taxa média de desemprego no País, segundo o Censo do IBGE de 2000, alcançou 15,04%. Atualmente, deve superar 17%. Em algumas regiões metropolitanas, como São Paulo, ultrapassa os 20% (índice do DIEESE). É uma taxa altíssima, indicadora de uma verdadeira tragédia social.
Estamos chocados com a indiferença das classes dominantes brasileiras diante da tragédia do desemprego. Televisões e jornais não demonstram uma real preocupação com a questão. O tema chegou a ser incluído com destaque na última campanha presidencial, mas praticamente desapareceu da agenda. Não se menciona mais a criação de 10 milhões de empregos em quatro anos. Ao contrário, manteve-se a prática de uma política macroeconômica – liberalização financeira, superávit primário e taxa de juros reais muito altas – claramente geradoras de desemprego.
Se não houver uma inflexão radical no rumo da política econômica a tragédia social será irreversível. Os preceitos neoliberais estão esgotados. Há que se buscar uma alternativa. Ela está à mão. Trata-se da política econômica de pleno emprego, ou de uma política desenvolvimentista com foco no bem estar social, já testada com sucesso na história do capitalismo.
De nada adianta lançar um programa de erradicação da fome que não inclua oportunidades de trabalho para todos. Serve apenas de paliativo, mas permanece longe da resolução do problema. Somente com sua inclusão no mercado de trabalho remunerado que as pessoas terão comida para pôr na mesa, com dignidade. É um direito de cidadania. O direito ao trabalho dignamente remunerado está em pé de igualdade com o direito de propriedade, e é um dos pilares da democracia e da estabilidade política. O povo brasileiro quer trabalhar, precisa trabalhar e reclama uma remuneração justa para o trabalho, revertendo a queda de renda do trabalho nos últimos anos, resultado direto do aumento do desemprego.
O Brasil está sendo levado a um beco sem saída de estagnação e desemprego por uma política econômica que capitulou à insensatez do totalitarismo de "mercado". Desde os anos 90 o debate sobre alternativas de desenvolvimento foi virtualmente interditado com o recurso ao dogma de que o "mercado", sábio e virtuoso, se deixado a si mesmo promoverá a prosperidade coletiva. Passado mais de um decênio em que o experimento neoliberal vem sendo praticado no Brasil, é hora de um balanço, e de um questionamento: até quando o crescimento com redistribuição de renda será negado à sociedade brasileira?
A interdição do debate econômico nos últimos anos pretendeu desqualificar como anacrônica toda crítica a qualquer aspecto da política econômica. Hoje, repetindo o que aconteceu na última década, a sociedade vem sendo privada de participar ou acompanhar um debate genuíno sobre medidas de política econômica, boa parte das quais decidida de comum acordo com o FMI à revelia de qualquer instância democrática, inclusive do Congresso Nacional.
O "mercado" não debate, apenas ameaça. E aqueles que deveriam debater em seu nome tomam a ameaça de suas reações como suficientes para cancelar o próprio debate. Os pontos-chave da política econômica são encapsulados numa cadeia de tabus porque a simples menção de discuti-los é descartada em face do risco da especulação do "mercado", pelo que o "mercado" obtém uma franquia para continuar ditando os rumos de uma política econômica em proveito único de seus operadores, e cujo resultado para a sociedade tem sido baixo crescimento econômico e ampliação do desemprego.

Sustentamos que o Brasil tem diante de si uma alternativa de política econômica de prosperidade. O atual Governo, que foi eleito em função de expectativas de mudança, tem diante de si a responsabilidade de evitar que a crise social herdada se transforme numa crise política de proporções imprevisíveis, a exemplo do que tem ocorrido em outros países da América do Sul contemporaneamente, e do que ocorreu historicamente na Europa, nos anos 20 e 30. Os obstáculos políticos à mudança não são maiores que os riscos de não realizá-la.
Colocamos o foco de nossas sugestões na promoção do pleno emprego porque se trata de uma política estruturante da solução de outros problemas sociais e econômicos – miséria, subemprego, marginalidade, iníqua distribuição de renda, violência, insegurança. Contudo, este não é um projeto estritamente econômico, nem um projeto fechado. É uma contribuição de economistas à busca de um novo destino nacional, base do resgate da cidadania, e condição para uma sociedade solidária.
ART. 170 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:
I-soberania nacional;
II-propriedade privada;
III-função social da propriedade;
IV-livre concorrência;
V-defesa do consumidor;
VI-defesa do meio ambiente;
VII-redução das desigualdades regionais e sociais;
VIII-busca do pleno emprego;
IX-tratamento favorecido para as empresas brasileiras de capital nacional de pequeno porte.
Tipos de desemprego:
Desemprego estrutural: característico dos países subdesenvolvidos, ligado às particularidades intrínsecas de sua economia. Explica-se pelo excesso de mão-de-obra empregada na agricultura e atividades correlatas e pela insuficiência dos equipamentos de base que levariam à criação cumulativa de emprego.
Desemprego tecnológico: atinge sobretudo os países mais adiantados. Resulta da substituição do homem pela máquina e é representado pela maior procura de técnicos e especialistas e pela queda, em maior proporção, da procura dos trabalhos meramente braçais.
Desemprego conjuntural: também chamado desemprego cíclico, característico da depressão, quando os bancos retraem os créditos, desestimulando os investimentos, e o poder de compra dos assalariados cai em conseqüência da elevação de preços.
Desemprego friccional: motivado pela mudança de emprego ou atividade dos indivíduos. É o tipo de desemprego de menor significação econômica.
Desemprego temporário: forma de subemprego comum nas regiões agrícolas, motivado pelo caráter sazonal do trabalho em certos setores agrícolas.
A desocupação de uma percentagem de três por cento da força de trabalho é considerada nos países capitalistas como desemprego mínimo ou normal e só acima desse índice é que se fala em desemprego. Há quem considere essa quota como necessária ao desenvolvimento da indústria. Os defensores dessa tese afirmam que uma certa porcentagem de desemprego é salutar à economia, por constituir uma reserva de mão-de-obra para a expansão industrial.
Desemprego na América Latina: O potencial de mão-de-obra latino-americano está longe de seu pleno aproveitamento. Há na economia agropecuária um desemprego latente, disfarçado e, embora generalizado, dificilmente mensurável em termos estatísticos. Como nessa região do mundo coexistem formas de exploração da terra em regime semifeudal e pré-capitalista, ocorre também o subemprego rural, decorrente da concentração da propriedade da terra.
Calcula-se que nos países menos desenvolvidos de 25 a 30% do potencial de trabalho seja perdido por meio do desemprego e do subemprego. No entanto, a taxa de crescimento demográfico extremamente alta não é a principal causa de subutilização da força de trabalho. O problema se deve basicamente a graves desequilíbrios e inadequações nos sistemas econômicos e sociais desses países. Entre esses fatores, aponta-se a má distribuição de renda.
Desemprego no Brasil: O Brasil tem 7,6 milhões de desempregados segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio de 1999 (PNAD-1999). Ele fica em terceiro lugar em número de desempregados no mundo. Acima dele estão a Índia, com quase 40 milhões, e a Rússia com 9,1 milhões, segundo cálculo foi feito pelo economista Márcio Pochmann da Unicamp. Em agosto de 2000, a taxa média de desemprego foi de 7,15%. Esse cálculo é feito pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE nas seis principais regiões metropolitanas do país e serve como indicativo da taxa global do Brasil.
Esse problema se agrava ao longo da década de 90. A taxa de desemprego, que era de 4,03% em agosto de 1991, chega a 7,80% em agosto de 1998. Nos primeiros oito meses de 2000, a taxa é, em média, de 7,65%.
O fator que mais contribui para o aumento do desemprego é o baixo ritmo de crescimento econômicos do país. No período 1991-1999, a taxa média anual de incremento do PIB é de apenas 2,5%. Com isso menos oportunidades de emprego são criadas. As crises externas , como o ataque especulativo na Ásia em 1997 e a moratória da Federação Russa, em 1998, também contribuem para o crescimento lento da economia brasileira.
Taxa de desemprego: A taxa de desemprego é uma porcentagem da População Economicamente Ativa que pode ser calculada com base em diferentes metodologias. No Brasil, além do IBGE, a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Sócio-Econômicos (Dieese) medem a taxa de desemprego. O IBGE utiliza o critério de desemprego aberto, no qual somente as pessoas que no período de referência estavam disponíveis para trabalhar e realmente procuraram trabalho são consideradas desempregadas. O cálculo é feito com base em dados de seis regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife. O Seade e o Dieese - que realizam a pesquisa no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife - adotam o critério de desemprego total, que engloba também o desemprego oculto. Nessa categoria estão aqueles que não procuraram emprego por desalento ou porque estavam exercendo um trabalho precário. Esses cálculos levam a resultados muito diferentes. Na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, enquanto o IBGE aponta em agosto de 2000 uma taxa de desemprego aberto de 7,55%, a Fundação Seade e o Dieese chegam a uma taxa de desemprego total de 17,7%.

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País subiu para 10,6% em fevereiro ante 10,2% em janeiro. A taxa retornou ao mesmo patamar de novembro do ano passado, quando também havia sido de 10,6%, mas foi bem menor do que a taxa de 12% registrada em fevereiro de 2004. O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 1,5% em fevereiro ante janeiro e 5,9% ante fevereiro de 2004.
O número de ocupados ficou estável ante janeiro e aumentou 3,7% ante fevereiro do ano passado, totalizando 19,4 milhões de trabalhadores nas seis regiões. O número de desocupados (sem trabalho e procurando emprego) cresceu 5% em fevereiro ante janeiro, mas caiu 9,4% ante fevereiro de 2004. Em fevereiro, havia 2,3 milhões de desocupados nas seis regiões pesquisadas
Escrito por Daniel Radd (em 2005)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Termos Indústriais

Conglomerado

- Em economia, conglomerado é uma forma de oligopólio na qual várias empresas que atuam em setores diversos se unem para tentar dominar determinada oferta de produtos e/ou serviços, sendo em geral administradas por uma holding. Um exemplo são as grandes corporações que dominam desde a extração da matéria-prima como o transporte de seu produto já industrializado, ou seja, um truste.

Cartéis

- Cartel é uma forma de oligopólio em que empresas legalmente independentes, atuantes do mesmo setor, promovem acordos entre si para promover o domínio de determinada oferta de bens ou serviços. A forma mais conhecida de cartel é a fixação de preços iguais ou muito semelhantes entre as empresas envolvidas, minimizando as chances da concorrência leal. Por conflito de interesses e por regulação governamental, os cartéis são, geralmente, pouco duradouros. O consumidor é prejudicado com os cartéis, pois seu direito de escolha é restringido. (Esse tipo de pratica é ilegal e é prevista multa para os praticantes) .

Truste

- Truste é uma forma de oligopólio na qual as empresas envolvidas abrem mão de sua independência legal para constituir uma única organização, com o intuito de dominar determinada oferta de produtos e/ou serviços. Pode-se definir truste também como uma organização empresarial de grande poder de pressão no mercado.

Truste é a expressão utilizada para designar as empresas ou grupos que, sob uma mesma orientação, mas sem perder a autonomia, se reúnem com o objetivo de dominar o mercado e suprimir a livre concorrência.

A expressão é adaptação da expressão em inglês trust, que significa "confiança". Outra forma de organização de empresas é o cartel.

Os trustes podem ser de dois tipos:

· Trustes Verticais:

Trustes Verticais são aqueles que visam controlar de forma seqüencial a produção de determinado gênero industrial, sendo que as empresas podem ser de diversos ramos.

· Trustes Horizontais:

Trustes constituídos por empresas do mesmo ramo.

Holding

- Uma sociedade gestora de participações sociais (conhecida em inglês por holding) é forma de sociedade criada com o objetivo de administrar um grupo delas (conglomerado). Na holding, essa empresa criada para administrar possui a maioria das ações ou quotas das empresas componentes de determinado grupo de empresas. Essa forma de sociedade é muito utilizada por médias e grandes corporações e normalmente visa melhorar a estrutura de capital da empresa ou como parte de alguma parceria com outras empresas.

  • A pura, quando de/do seu objetivo social conste somente a participação no capital de outras sociedades.
  • A mista, quando além da participação, ela serve a exploração de alguma atividade empresarial.

JOINT-VENTURE

- Forma de associação de empresas juridicamente independentes, com a finalidade de utilizar os factores produtivos comuns que lhes possibilite elevada produção através da minimização dos custos e da redução dos riscos.

Dumping

- O Dumping é uma transação comercial realizada sem ética e com total falta de lealdade. Esta expressão, comum na esfera do comércio internacional, é de origem inglesa e não tem sido traduzida para as línguas latinas, sendo portanto utilizada em sua versão original. Caracteriza-se este ato pela exportação de produtos a um preço muito inferior, menor que o praticado no âmbito nacional, às vezes abaixo até mesmo do valor de custo, para assim derrubar a concorrência interna e depois se impor no mercado cobrando preços bem mais altos.

Fontes:

¬> http://pt.wikipedia.org/wiki/Conglomerado_(economia)

¬> http://pt.wikipedia.org/wiki/Truste

¬> http://pt.wikipedia.org/wiki/Holding

¬> http://pt.wikipedia.org/wiki/Cart%C3%A9is

¬> http://www.esfgabinete.com/dicionario/?completo=1&conceito=Joint%20Venture

¬> http://www.infoescola.com/economia/dumping/

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Terremotos

China-Segunda-12/05/2008

O terremoto mais devastador a atingir a China em três décadas alcançou 7,8 graus na Escala Richter nesta segunda-feira (12/05). Foram encontrados 220.109 feridos e o número de mortes pode chegar a 32 mil.

O epicentro do tremor foi numa região a cerca de 100 quilômetros da capital de Sichuan, Chengdu, uma cidade de 10 milhões de moradores. O presidente Hu Jintao ordenou um "esforço geral" para resgatar as pessoas afetadas pelo terremoto, informou a Xinhua.


Brasil-Terça-22/04/2008

Um tremor de terra de 5,2 graus na escala Richter, atingiu São Paulo, Paraná, Santa Catarina e o Rio de Janeiro, na noite desta terça-feira. O fato ocorreu principalmente em cidades da Grande São Paulo. O epicentro do terremoto ocorreu a 270km da capital e a cerca de 215Km de São Vicente, no litoral sul de São Paulo.

Algumas pessoas sentiram alguns móveis de suas residências tremer, mas por enquanto, não há danos materiais ou vítimas. Os telefones do corpo de bombeiros do Estado de São Paulo ficaram congestionados devido ao alto tráfego de ligações de pessoas assustadas com o tremor.


Domingo-27/04/2008

Em pelo menos dois bairros de São Paulo - Perdizes e Centro - um tremor de terra teria sido sentido no início da noite deste domingo (27). Bombeiros, Defesa Civil e técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) receberam chamadas de moradores.

A UNB espera conseguir ter mais informações sobre o possível tremor nesta segunda-feira (28), quando tiver acesso aos dados da Estação Sismológica de Sorocaba, que estava fora do ar na noite de domingo.

Há menos de uma semana, na terça-feira (22), pelo menos 32 cidades do estado de São Paulo sentiram um tremor de terra que também atingiu o Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. O tremor de terra foi percebido em todas as regiões da capital paulista e registrou 5,2 graus na escala Richter. Foi o tremor de terra mais intenso dos últimos 100 anos no estado de São Paulo.


Entenda como ocorre os terremotos aqui.



Com o movimento da placa Indo-Australiana e da placa Euro-Asiática, foi causado o terremoto na China.

Escala de Richter

A escala de Richter foi desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Charles Francis Richter e Beno Gutenberg, ambos membros do California Institute of Technology (Caltech), que estudavam sismos no sul da Califórnia, utilizando um equipamento específico - o sismógrafo Wood-Anderson. Após recolher dados de inúmeras ondas sísmicas liberadas por terremotos, criaram um sistema para calcular as magnitudes dessas ondas. A história não conservou o nome de Beno Gutenberg. No princípio, esta escala estava destinada a medir unicamente os tremores que se produziram na Califórnia (oeste dos Estados Unidos).

Apesar do surgimento de vários outros tipos de escalas para medir terremotos, a escala Richter continua sendo largamente utilizada.


Magnitude e intensidade

A escala de Richter não permite avaliar a intensidade sísmica de um sismo num local determinado e em particular em zonas urbanas. Para tal, utilizam-se escalas de intensidade tais como a escala de Mercalli.

Fonte:

¬>http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL473210-5602,00-NUMERO+DE+MORTES+POR+TERREMOTO+NA+CHINA+CHEGA+A+MIL.html

¬>http://pt.wikipedia.org/wiki/Escala_de_Richter

¬>http://pt.wikinews.org/wiki/Tremor_de_terra_atinge_Sul_e_Sudeste

¬>http://pt.wikinews.org/wiki/Terremoto_de_7%2C8_graus_na_Escala_Richter_sacode_China

¬>http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL428278-5605,00-NOVO+TREMOR+DE+TERRA+E+SENTIDO+EM+SP.html

¬>http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL89397-5603,00-ENTENDA+COMO+OCORREM+OS+TERREMOTOS.html






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