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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Exemplos de Figuras de pensamento


Aliteração: “Vozes veladas, veludosas vozes”.
Assonância: “Ó formas alvas, brancas, Formas claras” Cruz e Sousa.
Paranomásia: “Com tais premissas
Ele sem dúvida
Leva nos às primícias”.
Onomatopéia: “Plunct, Plact, Zummm
Pode partir sem problema algum” Raul Seixas.
Elipse: “Iremos ao jogo depois da aula” (Omissão de “Nós”).
Zeugma: “Alguns alunos estudam, outros não estudam” (Omissão de “alunos”)
Polissíndeto: “O menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita” (e).
Inversão: “O impasse diplomático recrudesceu dos países árabes com Israel”.
Anacoluto: “As crianças, quando será que tudo se normalizará?”.
Silepse: “São Paulo continua poluída”.
Pleonasmo: “Eu ví com os meus próprios olhos”.
Anáfora: “Eu sou a luz das estrelas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o medo de amar” Raul Seixas.
Quiasmo: “Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros”.
Antítese: “Ora temos esperança , ora nos damos ao desespero”.
Ironia: “A humanidade perderia um grande gênio se ele morresse”.
Eufemismo: “Ele entregou a alma a Deus”.
Hipérbole: “O professor repete mil vezes se os alunos não entenderem”.
Prosopopéia: “ Os sinos choravam a tarde que morria”.
Gradação: “Nada fazes, nada tramas que eu não saiba”.
Apóstrofe: “Ó mar salgado, quanto do seu sal
São lágrimas de Portugal” Fernando Pessoa.
Lítotes: "Ela não canta mal" (= canta bem).
Metáfora: “Minha irmã é um anjo”.
Metonímia: “Em casa só se usa Bom-Bril para lavar pratos”.
Catacrese: “Meu livro está cheio de orelhas”.
Perífrase: “Eu fui nas férias para a cidade maravilhosa”.
Sinestesia: “Você gosta de cheiro-verde”.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Gonçalves Dias

Antônio Gonçalves Dias, escritor e poeta brasileiro, nascido em 10/08/1823 na cidade de Caxias-MA. Filho do português João Manuel Gonçalves Dias e da cafuza Vicência Ferreira, foi um dos maiores escritores da história brasileira.
Aluno de Direito em Coimbra a partir de 1840, Gonçalves Dias foi colega dos principais escritores da primeira fase do Romantismo português. Voltou ao brasil em 1846 a 1854e morou no Rio de Janeiro, dando aula de latim e história no colégio Pedro II em 1849. Este também fundou a revista “Guanabara” junto com Araújo Porto Alegre e Joaquim Manuel de Macedo.
Em 1851, a mãe de Ana Amélia Ferreira não concordou com a paixão do mestiço Gonçalves Dias por sua filha. Várias de seus poemas, inclusive "Ainda uma vez, Adeus" foram escritos para Ana Amélia. Frustrado, casou-se no Rio, em 1852, com Olímpia Carolina da Costa, de quem se separou em 1856.
Gonçalves foi à Europa em 1854 e ficou até 1858 para estudo e pesquisa. Após retornar ao Brasil, adoeceu e retornou a Europa entre 1863 a 1864 em busca de tratamento. Em 10 de setembro de 1864, embarcou para o Brasil no navio Ville de Boulogne, que naufragou nas costas do Maranhão. O poeta foi a única vítima, aos 41 anos de idade, porque não teve forças para sair do camarote.
Em suas poesias há a marca do indianismo e da exaltação da pátria, apesar de ter escrito poesias lírico-amorosas, foi um autor identificado com a temática americana. É autor do poema “Canção do Exílio”, escrito em Coimbra , no ano de 1843. Também escreveu duas peças teatrais e o Dicionário da Língua Tupi. O dicionário e “Os Timbiras” foram publicados por Bockhaus, um livreiro-editor da cidade Leipzig, Alemanha, país no qual o poeta viajou a trabalho em 1856.


FONTES: -http://www.infoescola.com/escritores/goncalves-dias/
-http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_294.html
-www.apalavrapintada.blogspot.com/ (imagem)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A História da Língua Portuguesa


O português desenvolveu-se na parte ocidental da Península Ibérica do latim falado trazido pelos soldados romanos desde o século III a.C.. A língua começou a diferenciar-se das outras línguas românicas depois da queda do Império Romano e das invasões bárbaras no século V. Começou a ser usada em documentos escritos cerca do século IX, e no século XV já tinha se tornado uma língua com uma literatura rica.

-Colonização romana

Em 218 a. C., os romanos conquistaram a parte ocidental da Península Ibérica, composta principalmente pelas províncias romanas de Lusitânia e Galécia (atualmente, essa região compreende as regiões centro-sul de Portugal e a recentemente constituída euro-região Galiza-Norte de Portugal). Trouxeram com eles uma versão popular do Latim, o Latim Vulgar, do qual se acredita que todas as línguas latinas descendam e que contribuiu com cerca de 90% do léxico do português. Embora a população da Península Ibérica tenha se estabelecido muito antes da colonização romana, poucos traços das línguas nativas persistiram no português moderno. Os únicos vestígios das línguas anteriores permanecem numa parte reduzida do léxico e na toponímia da Galiza e Portugal.

-Invasões bárbaras

Entre 409 a. C e 711 a. C, enquanto o Império Romano entrava em colapso, a Península Ibérica foi invadida por povos de origem germânica, conhecidos pelos romanos como bárbaros. Estes bárbaros (principalmente os suevos e os visigodos) absorveram rapidamente a cultura e língua romanas da península; contudo, e como as escolas romanas foram encerradas, o latim foi libertado para começar a evoluir sozinho. Porque cada tribo bárbara falava latim de maneira diferente, a uniformidade da península rompeu-se, levando à formação de línguas bem diferentes (galaico-português ou português medieval, espanhol e catalão). Acredita-se, em particular, que os suevos sejam responsáveis pela diferenciação lingüística dos portugueses e galegos quando comparados com os castelhanos. É, ainda, na época do reino Suevo que se configuram os dias da semana proibindo-se os nomes romanos. As línguas germânicas influenciaram particularmente o português em palavras ligadas à guerra e violência, tais como "Guerra". As invasões deram-se em duas ondas principais. A primeira com penetração dos chamados bárbaros e a assimilação cultural Romana. Os "bárbaros" tiveram uma certa "receptividade" a ponto de receber pequenas áreas de terra. Com o passar do tempo, seus costumes, língua, etc. foram se perdendo, mesmo porque não havia uma renovação do contingente de pessoas e o seu grupo era reduzido. Uma segunda leva foi mais vagarosa, não teve os mesmos benefícios dos ganhos de terra e teve seu contingente de pessoas aumentado devido a proximidade das terras ocupadas com as fronteiras internas do Império Romano.

-Invasão dos mouros

Desde 711, com a invasão dos mouros na península, o árabe foi adaptado como língua administrativa nas regiões conquistadas. Contudo, a população continuou a falar latim vulgar; logo que os mouros foram expulsos, a influência exercida na língua foi pequena. O seu efeito principal está no léxico: o português moderno ainda tem um grande número de palavras de origem árabe, especialmente relacionadas com comida e agricultura, o que não tem equivalente noutras línguas latinas. A influência árabe é também visível nos nomes de locais no sul do país, tais como "Algarve" e "Alcácer do Sal". Muitas palavras portuguesas que começam por al- são de origem árabe.

-O despertar da Língua Portuguesa

Já em época romana existiram duas províncias diferenciadas no que seriam os territórios em que se formou a língua portuguesa, a antiga província romana da Lusitânia e a província da Galécia a norte. A língua portuguesa desenvolveu-se principalmente no norte de Portugal e na Galiza, nos condados lucense, asturicense e bracarense da província romana da Galécia coincidentes com o território político do Reino Suevo, e só posteriormente, com a invasão da Reconquista e que foi avançando pelo que atualmente é o centro-sul de Portugal. Porém, a configuração atual da língua foi largamente influenciada por dialetos moçárabes falados no sul, na Lusitânia. Por bastante tempo, o dialeto latino dessa província romana e depois do Reino Suevo desenvolveu-se apenas como uma língua falada, ficando o latim reservado para a língua escrita.

-Os Registros mais antigos da Língua Portuguesa

Os registros mais antigos de uma língua portuguesa distinta aparecem em documentos administrativos do século IX, mas com muitas frases em latim à mistura.

O mais antigo documento latino-português é chamado de “Doação à Igreja de Sozello”, encontra-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, é datado do ano de 870 d.C. A “Notícia de fiadores” (1175) é o documento Português mais antigo conhecido, com data.

Recentemente descoberto, o “Pacto dos irmãos Pais” reivindica o título de texto mais antigo em português, no entanto é apenas datável por conjectura, é provavelmente anterior a 1173.

Outro documento, a “Notícia de Torto”, sem data, acredita-se que tenha sido escrito entre 1211 e 1216. O “Testamento de Afonso II”, é datado de 1214.

O vernáculo escrito passou gradualmente para uso geral nos séculos seguintes. Portugal tornou-se um país independente em 1143, com o rei D. Afonso I. A separação política entre Portugal e Galiza e Castela (mais tarde, Espanha) permitiu que os dois países desenvolvessem os seus latins vernáculos em direções opostas. Em 1290, o rei D. Dinis criava a primeira universidade portuguesa em Lisboa (o Estudo Geral) e decretou que o português, que então era chamado de "Língua vulgar" ou "Latim Vulgar" fosse usado em vez do Latim Clássico e conhecido como "Língua Portuguesa". Em 1296, o português é adotado pela Chancelaria Real. Usado agora não só em poesia, mas também quando escrevendo leis e nos notários.

Até 1350, a língua Galaico-Portuguesa permaneceu apenas como língua nativa da Galiza e Portugal; mas pelo século XIV, o Português tornou-se uma língua madura com uma tradição literária riquíssima, e também foi adaptado por muitos poetas Leoneses, Castelhanos, Aragoneses e Catalães. Durante essa época, a língua na Galiza começou a ser influenciada pelo Castelhano (basicamente o Espanhol moderno) e também se iniciou a introdução do espanhol como única forma de língua culta. Em Portugal a variante centro-meridional iniciou o caminho da modernização da língua tornando-se progressivamente por sua vez a variante de língua culta do País.

-Os descobrimentos portugueses

Sagres, no antigo "Promontorium Sacrum" romano -dedicado ao deus Saturno. Símbolo dos descobrimentos portugueses, no século XV era o centro mundial e líder em ciência e tecnologia. (cortesia IPPAR)

Entre os séculos XIV e XVI, com os descobrimentos portugueses, a língua portuguesa espalhou-se por muitas regiões da Ásia, África e América. Pelo século XVI tornou-se uma "Língua Franca" na Ásia e África, usada não só pela administração colonial e comércio, mas também para comunicação entre os oficiais locais e os europeus de todas as nacionalidades. No Ceilão (atual Sri Lanka) vários reis se tornaram falantes de português fluente, e os nobres normalmente adquiriram nomes portugueses. O alastramento da língua foi ajudado por casamentos mistos entre portugueses e as gentes locais (algo muito comum também em outras zonas do mundo), e a sua associação com os esforços missionários católicos que levaram a que a língua fosse chamada de "Cristão" em muitos locais. A língua continuou popular mesmo com várias medidas contra ela levadas a cabo pelos holandeses no Ceilão e Indonésia.

Algumas comunidades cristãs falantes de português na Índia, Sri Lanka, Malásia e Indonésia preservaram as suas línguas mesmo depois de se isolarem de Portugal, e desenvolveram-se pelos séculos em vários crioulos de base portuguesa. Também, muitas palavras portuguesas entraram no léxico de muitas outras línguas, tais como "sepatu" que vem de "sapato" em Indonésio, "keju" que significa "queijo" em Malaio, "meza" (de "mesa") em Swahili além de várias palavras japonesas de origem portuguesa.

-A renascença

Com a Renascença, aumenta o número de palavras eruditas com origem no latim clássico e no grego arcaico, o que aumenta a complexidade do português. O fim do "português arcaico" é marcado com a publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516. Mas formas similares ao português arcaico são ainda faladas por muitas populações em São Tomé e Príncipe, no Brasil e Portugal rural.

Fonte: - http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_L%C3%ADngua_Portuguesa

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