sexta-feira, 2 de julho de 2010

Economia Brasileira até a Década de 30

A economia brasileira viveu vários ciclos ao longo da História do Brasil. Em cada ciclo, um setor foi privilegiado em detrimento de outros, e provocou sucessivas mudanças sociais, populacionais, políticas e culturais dentro da sociedade brasileira.
O primeiro ciclo econômico do Brasil foi a extração do pau-brasil, madeira avermelhada utilizada na tinturaria de tecidos na Europa, e abundante em grande parte do litoral brasileiro na época do descobrimento (do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte). Os portugueses instalaram feitorias e sesmarias e contratavam o trabalho de índios para o corte e carregamento da madeira por meio de um sistema de trocas conhecido como escambo. Além do pau-brasil, outras atividades de modelo extrativista predominaram nessa época, como a coleta de drogas do sertão na Amazônia.
O segundo ciclo econômico brasileiro foi o plantio de cana-de-açúcar, utilizada na Europa para a manufatura de açúcar em substituição à beterraba. O processo era centrado em torno do engenho, composto por uma moenda de tração animal (bois, jumentos) ou humana. O plantio de cana adotou o latifúndio como estrutura fundiária e a monocultura como método agrícola. A agricultura da cana introduziu a modo de produção escravista, baseado na importação e escravização de africanos. Esta atividade gerou todo um setor paralelo chamado de tráfico negreiro. A pecuária extensiva ajudou a expandir a ocupação do Brasil pelos portugueses, levando o povoamento do litoral para o interior.
Durante todo o século XVII, expedições chamadas entradas e bandeiras vasculharam o interior do território em busca de metais valiosos (ouro, prata, cobre) e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas). Afinal, já no início do século XVIII (entre 1709 e 1720) estas foram achadas no interior da Capitania de São Paulo (Planato Central e Montanhas Alterosas), nas áreas que depois foram desmembradas como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, dando início ao ciclo do ouro. Outra importante atividade impulsionada pela mineração foi o comércio interno entre as diferentes vilas e cidades da colônia, propicionada pelos tropeiros.
O café foi o produto que impulsionou a economia brasileira desde o início do século XIX até a década de 1930. Concentrado a princípio no Vale do Paraíba (entre Rio de Janeiro e São Paulo) e depois nas zonas de terra roxa do interior de São Paulo e do Paraná, o grão foi o principal produto de exportação do país durante quase 100 anos. Foi introduzida por Francisco de Melo Palheta ainda no século XVIII, a partir de sementes contrabandeadas da Guiana Francesa.
Em meados do século XIX, foi descoberta que a seiva da seringueira, uma árvore nativa da Amazônia, servia para a fabricação de borracha, material que começava então a ser utilizado industrialmente na Europa e na América do Norte. Com isso, teve início o ciclo da borracha no Amazonas (então Província do Rio Negro) e na região que viria a ser o Acre brasileiro (então parte da Bolívia e do Peru).

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_brasileira

Células e Funções do Tecido Conjuntivo

Há um notável polimorfismo celular nesse tecido. Células de formas diferentes que realizam atividades diversas. No entanto, todo o conjunto se harmoniza num único tecido. São seguintes as células principais dos tecidos conjuntivos propriamente dito:

Fibroblastos / Fibrócitos
Os fibro blastos são células jovens responsáveis pela produção de componentes da matriz extracelular. Ao se tornarem adultos, eles são chamados fibrócitos.

Macrófagos
Os monócitos são células produzidas na medula óssea que, quando deixam os vasos sanguíneos, passam a se chamar macrófagos cuja a principal função é promover a fagocitose.

Plasmócitos
Os linfócitos B, quando em contato com os antígenos, são denominados plasmócitos. A sua função é secretar anti-corpos.

Mastócitos
Esta célula contém grandulos que armazenam histamina, que participa da geração dos processos alérgicos.


Adipócitos
São células adultas, derivadas dos adipoblastos (células jovens) os quais compõem o tecido adiposo.


Células Mesenquimais
São células indiferenciáveis capazes de se transformarem em qualquer outro tipo de célula do tecido conjuntivo. Propriamente dito, adiposo, cartilaginoso e ósseo. Trata-se de uma célula tronco periférica.


Fonte: Professor Leandro, do curso Opção Vestibulares de Juiz de Fora.

Homens-computadores: conheça três feras da memória

Um campeão de concursos públicos, o melhor “atleta da memorização” da América Latina e o comentarista-enciclopédia PVC contam como lembram de praticamente tudo

por André Bernardo

“Se a minha memória não falha...”. A deles, pelo jeito, nunca falhou. Que o diga o comentarista esportivo da ESPN Paulo Vinícius Coelho, 40 anos. Dono de uma memória invejável, é capaz de dizer, sem titubear, a escalação do time do Guarani Futebol Clube, que foi campeão brasileiro em 1978, quando tinha apenas 9 anos. Detalhe: Paulo não torce, sequer, pelo time de Campinas.

- Aprenda a turbinar o seu cérebro

“Não me obrigo a guardar todas as informações de cabeça. Eu me obrigo, sim, a passar a informação correta para o telespectador. Por isso, de vez em quando, consulto os meus arquivos no computador. Afinal, para lembrar, você precisa saber. Ninguém lembra do que não sabe”, diz PVC, que, no colégio, era um dos melhores da turma em história, geografia e português.

A exemplo de Paulo Vinícius, William Douglas, 42, também se considerava um bom aluno. Ele já foi aprovado em seis concursos públicos, três deles em primeiro lugar: para juiz de Direito, defensor público e delegado de polícia.

“Não existem técnicas infalíveis de memorização. O que existe é a capacidade de aprendizado (inclusive com os erros) e a disposição para persistir até atingir os resultados desejados”, garante William. “Todos nascemos com alguma capacidade de memorização. Uns, mais; outros, menos. Independentemente de qual seja a sua capacidade ‘de fábrica’, é sempre possível aumentá-la”, afirma.

Se fosse depender de sua capacidade “de fábrica”, Alberto Dell’Isola, 30, é o primeiro a admitir que estaria perdido. Ele chega a afirmar que já teve “a pior memória do mundo”. “Cansei de parar o carro no estacionamento do shopping e, depois, não conseguir encontrá-lo de jeito nenhum. A solução era entrar no cinema, assistir ao filme e esperar o estacionamento esvaziar”, recorda.

Hoje, Dell’Isola é o 1° lugar no ranking dos “mentatletas” latino-americanos. Em 2007, ele conseguiu a façanha de memorizar 289 cartas de baralho, recém-embaralhadas, em apenas 1 hora. O segredo de Dell’Isola é combinar o maior número possível de técnicas de memorização: “Podemos utilizar diversos ‘gatilhos’ para evocar uma mesma lembrança. Quanto mais estratégias você utilizar, menores serão as chances de ter um ‘branco’ na hora da prova”.

domingo, 20 de junho de 2010

Saber Católico

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A desigualdade segundo Rousseau

Rousseau analisa, em um de seus textos, dois tipos de desigualdade: a natural (ou física), porque tem relação com o exterior, a capacidade física e a alma; e a moral (política), “porque depende de uma espécie de convenção e que é estabelecida ou, pelo menos, autorizada pelo consentimento dos homens”. Ainda afirma que não há como fazer uma ligação entre as duas, porque o que manda ou tem mais “status” social necessariamente não tem maior capacidade física ou espiritual que os outros.
Em relação à propriedade privada, o filósofo argumenta que houve vários conceitos e ideias para poder chegar a esses progressos e que não se formou de repente. “O primeiro sentimento do homem foi o da sua existência; o primeiro cuidado, o da sua conservação. Com necessidades, o homem foi se alimentando da terra e se procriando, tudo através do instinto. No entanto, surgiram dificuldades de sobrevivência, obrigando o homem a aprender a vencê-las.
O ser humano começou a formar a sociedade, mas, para isso, cada um tinha que exercer uma função e foi necessário criar leis evitando que pessoas que perderam a sua bondade, conveniente ao estado natural, cometam atrocidades com os seus. Apesar dos homens estarem menos tolerantes e sem a piedade natural (a que se tem quando se nasce e não se perde durante a vida), provavelmente, segundo Rousseau, esta deve ter sido a época mais feliz e mais durável.
Sendo possível pelo autor analisar que essa época era sujeita a poucas revoluções, mas por um motivo desventurado, que, para o bem comum, jamais devia ter ocorrido. Como os selvagens, encontrados nesse ponto, se esperava que o homem permanecesse assim. Os progressos posteriores aparentavam trazer o aperfeiçoamento do indivíduo, mas ocorreu o contrário, a degradação.
Rousseau afirma que todos eram felizes no modelo semelhante ao comunista primitivo, no qual se preocupavam em serem simples, vestindo-se com vestes de pele com espinhos, embelezar suas flechas, enfim, viver como os índios viviam. A partir do momento em que um passou a ser mais que os outros, por ser o líder geral ou similar, começou a desaparecer a desigualdade, criaram-se classes, introduziu-se a propriedade e o que se tinha acabou.
Após uma análise crítica do texto e algumas discussões, nós chegamos à conclusão de que Rousseau estava certo, concordando com sua teoria. De acordo com ele, existe uma desigualdade natural, que provém das características naturais e físicas de cada pessoa e, em parte, isso é realmente verdade. Talentos gerados por algo especial, físico ou mental, que um indivíduo tenha de forma natural, pode ajudar na diferença entre ele e outro sem tais talentos, gerando uma desigualdade. Da mesma forma, a desigualdade moral tem tudo a ver com a realidade, de que quem tem mais dinheiro, por exemplo, torna-se superior na sociedade do que os que possuem menos, gerando outra desigualdade.
É preciso nos conscientizarmos de que vivemos em uma sociedade desigual e tentarmos adaptar-se o melhor possível a ela.

 Redigido por João Paulo Radd, Alice Lacerda e Jéssica Nunes.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Neoliberalismo

Segundo o dicionário da Academia Brasileira de Letras, o Neoliberalismo é uma “doutrina econômico-política que defende a liberdade de mercado e prevê a intervenção do Estado apenas como agente de equilíbrio entre os interesses sociais e os interesses privados”. No entanto, isso é muito pouco comparado com o que as Ciências Sociais têm a nos dizer.

O termo “neo” da palavra significa “novo”. Então devemos entender antes o que é Liberalismo. Essa teoria política surgiu no século XVII e que exprime os anseios da burguesia. O liberalismo pode se dividir em três enfoques: ético, econômico e político. Veremos assim respectivamente: “Defende os direitos da iniciativa privada, restringe o mais possível as atribuições do Estado e opõe-se vigorosamente ao absolutismo (poder total nas mãos dos reis)”.

As ideias foram desenvolvidas por Adam Smith (1723-1790) e David Ricardo (1772-1823), defendendo a propriedade privada dos meios de produção e de uma economia de mercado baseada na livre iniciativa e competição. A não intervenção do mercado seria viável porque o equilíbrio pode ser alcançado pela lei da oferta e da procura (a “mão invisível” do mercado). Segundo Locke, a propriedade privada é “tudo o que pertence” a cada indivíduo da sociedade, ou seja, sua vida, sua liberdade e seus bens.

No século XIX a classe operária passou a organizar sindicatos com ideias socialistas e anarquistas para exigir melhores salários e condições de vida. Então, as exigências democráticas deixaram de ser somente dos burgueses. Pelo Liberalismo dos outros séculos tinha como enfoque a liberdade baseada na propriedade, mas nesse momento da história busca uma exigência de igualdade, estendendo para o ramo político. Tinha-se como exigência: sufrágio universal, liberdade de imprensa e escolas públicas.

No decorrer do tempo o ideal liberal começou a perder força com as crises do capitalismo e com os déficits do governo como a instabilidade social por não poder intervir em nada. Então surge os ideais neoliberais no século passado. Esses, por sua vez, possuem o ideal do estado minimalista cuja ação se restringe ao policiamento, justiça e defesa nacional.

O Neoliberalismo não se difere em relação ao Liberalismo sobre os efeitos causados nos países pobres. Como os ideais se ligaram, os problemas acabaram se emendando. No século XIX, com a crise de 1873, se iniciou o imperialismo - forma utilizada para manter as indústrias e o sistema liberal - na África, na Ásia e na América (principalmente as duas primeiras), causando-as grandes prejuízos no sistema interno de subsistência e sofrendo imposições ideológicas europeias. Os países envolvidos pela “dominação econômica” não conseguiram evitar os focos de pobreza e miséria, e ainda desemprego, migrações, marginalização de jovens e velhos, surtos inflacionários reprimidos por recessão longa e dolorosa. A criação da FMI não perdoou, porque estes países são grandes devedores seu. Além disso, como contraponto da evolução tecnológica, a destruição do meio ambiente e o desequilíbrio ecológico ameaçam a qualidade de vida do planeta, revelando a lógica da economia capitalista em que o interesse privado geralmente não coincide com o bem coletivo.

Fontes:
  • Filosofando, Introdução à Filosofia; Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins. Ed. Moderna. 3ª Edição revisada. Páginas: 246, 247, 253, 276, 282 e 283.
  • DICIONÁRIO ESCOLAR DA LÍNGUA PORTUGUESA, Academia Brasileira de Letras. Companhia Editora Nacional. 2ª Edição.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cartografia

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